<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>o marsupilami &#187; Entrevista</title>
	<atom:link href="http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&#038;cat=8" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://uminuto.com/~omarsupi</link>
	<description>dá o dobro por cada pinta sua, em música nacional</description>
	<lastBuildDate>Sun, 27 Jun 2010 20:50:21 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>na grafonola do marsupilami &#124; STEREOFUX</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=966</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=966#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 18:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Stereofux]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=966</guid>
		<description><![CDATA[Os Stereofux foram uns dos projectos que descobri em 2009. Nasceram como a maioria das bandas, um grupo de amigos que partilham o vício da música, combinam umas jam’s que correm bem e decidem formar uma banda. Neste caso, uma interessante banda. Enquanto se preparam para entrar em estúdio e gravar novo material, o marsupilami [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os <strong>Stereofux</strong> foram uns dos projectos que descobri em 2009. Nasceram como a maioria das bandas, um grupo de amigos que partilham o vício da música, combinam umas jam’s que correm bem e decidem formar uma banda. Neste caso, uma interessante banda. Enquanto se preparam para entrar em estúdio e gravar novo material, o <strong>marsupilami</strong> conversou com o quarteto do Barreiro para os conhecer um pouco melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/Stereofux_22.08.09-167.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-967" title="Stereofux_22.08.09 167" src="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/Stereofux_22.08.09-167.JPG" alt="Stereofux_22.08.09 167" width="385" height="257" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antes de mais, de onde veio o vosso nome: Stereofux?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não havia consenso para um nome, tínhamos o primeiro concerto à porta e tínhamos de definir rapidamente um nome, o Cadete sugeriu um nome de uma faixa da banda dele anterior. O nome soa bem e ficámos com a sensação que teria corpo e força. Não quer dizer nada em especial o que, a nosso ver, é excelente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esta aventura começou quando e como?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2007, como a grande maioria das bandas, 4 amigos que partilhavam gostos musicais parecidos juntaram-se com a finalidade de fazer música: O Cadete (ex-Blister, ex-Nutsh) no baixo e segundas vozes, o Matuska Castill (ex-Nutsh) na bateria, o Mantas (ex-Drool, ex-Elofnoize e ex-Fuse) na guitarra e o Nuninho (ex-Blister) na voz e guitarra. Com esta formação deram 2 concertos cada um com o seu nome, o 1º com o nome de Generosa e o 2º com o nome de Varanda, entretanto houve uma necessidade de mudar de vocalista e foi aí que entrou o Luís Felipe (ex-Finger). Ao fim de alguns meses o Nuninho acabou por sair tendo o Luís também assumido a função de guitarrista. Os Stereofux Luís Gouveia, Mantas, Cadete e Matuska Catill ensaiam e tocam juntos desde o início de 2008.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Editaram este ano o vosso primeiro EP “Until You Come”. Como tem sido o</strong> <strong>feedback ao mesmo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem sido bom, há sempre a tendência para as pessoas irem buscar referências de bandas conhecidas para compararem, essas referências têm sido muito variadas, completamente diferentes umas das outras, isso para nós é bom pois significa que não estamos agarrados a um só estilo ou movimento musical, fazemos o que podemos de forma independente e simples. Normalmente a malta que nos vê ao vivo fica com a barriguinha cheia de rock´n roll e a alma cheia de alegria.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/Stereofux_surfcamp_ribeira-d´ilhas_26.09.09-082.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-968" title="Stereofux_surfcamp_ribeira d´ilhas_26.09.09 082" src="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/Stereofux_surfcamp_ribeira-d´ilhas_26.09.09-082.JPG" alt="Stereofux_surfcamp_ribeira d´ilhas_26.09.09 082" width="385" height="273" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entretanto sei que preparam novo trabalho. É um momento de especial</strong> <strong>inspiração, ou vocês são sempre assim tão produtivos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Começo a resposta pela tua última pergunta. Na questão da produção, ou seja, composição, somos uma banda com muita sorte pois sempre que nos juntamos sai algo de novo, temos facilidade em fazer surgir músicas. O Luís por norma traz as bases para os ensaios e o resto da banda trabalha sobre elas e sai Stereofux. Quanto ao próximo trabalho o que se tem vindo a falar é de irmos para estúdio no 1º semestre de 2010, mas isso depende do dinheiro e concertos que dermos, pois já tínhamos muitas músicas feitas quando gravámos o primeiro EP, e a escolha das mesmas não foi fácil, outras músicas podiam ter sido gravadas. Entretanto novas músicas têm aparecido e a vontade de mostrar trabalho é muita.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é que podem adiantar desse novo trabalho? Vai ser um novo EP,</strong> <strong>álbum&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se tivéssemos uma editora que pelo menos nos distribuísse o trabalho de uma forma mais conhecedora e sustentada, a consequência seria a gravação de um álbum. Espero que esta entrevista seja mais um passo na afirmação deste projecto e, quem sabe poderá aparecer a tal editora, agência ou distribuidora que nos dê um impulso para a realização deste sonho, contactos: <a href="mailto:stereofuxband@gmail.com">stereofuxband@gmail.com</a> ou <a href="http://www.myspace.com/stereofux">www.myspace.com/stereofux</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vivemos uma época algo confusa a nível musical. Vocês acreditam ainda</strong> <strong>na força da música, naquele ideal de a música vencer apenas pela música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim. Falando no panorama geral, achamos que muita música com qualidade tem aparecido, não há um movimento musical predominante como já houve em décadas anteriores, isso poderá trazer uma maior variedade musical com mais qualidade. Hoje em dia através da internet é bastante mais fácil às bandas expor o seu material. Por exemplo, no tempo do grunge apareceram uma série de bandas mesmo fora de Seattle que não tinham nada a ver, em termos de qualidade, com as bandas que originalmente tinham “inventado” o grunge. As bandas que surgiram a contrariar esse movimento foram as que realmente tinham qualidade. Como actualmente não existe essa predominância de um só estilo, acreditamos com sinceridade que o que sobressai é a qualidade da música.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/IMGP3925.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-969" title="IMGP3925" src="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/IMGP3925.JPG" alt="IMGP3925" width="385" height="289" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual é a vossa opinião em relação à importância que a net tem tido sobre</strong> <strong>a música. Acham que poderá trazer mais vantagens ou mais desvantagens</strong> <strong>para uma banda como os Stereofux?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por tudo o que se respondeu anteriormente, a internet é o meio mais vantajoso à divulgação de bandas e música. Para nós, como para a maioria das bandas, tem sido óptimo, pois com a net a nossa banda chega a todo o mundo, basta quererem ouvir Stereofux, clicas e “ zás “ estás a apreciar. Quanto aos Stereofux, já várias vezes foram referidos como banda destaque no myspace, assim como num fórum da Blitz online.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Achariam viável disponibilizar gratuitamente os vossos trabalhos na net?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é sem dúvida uma questão pertinente. As grandes bandas a nível internacional já perceberam que a subsistência e a captação de receita está nos concertos, daí cada vez mais se nota que os preparativos em volta de um espectáculo estão cada vez mais cuidadosos. Além disso, achamos que é a melhor maneira de divulgar o nosso material, se nos traz mais concertos, mais pessoas a ouvir-nos, porque não?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sentem dificuldades em mostrar e divulgar a vossa música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sentimos alguma dificuldade em arranjar concertos, há muitas bandas e poucos espaços para tocar, muitas vezes as pessoas também preferem ver bandas mais conhecidas. Penso que se perdeu um pouco o culto das bandas de garagem, bandas como a nossa muitas vezes tocam para 20 ou 30 pessoas que por sua vez, também têm banda e só lá vão para ver se a banda que toca é melhor ou pior que a deles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em relação ao actual panorama musical nacional, qual é a vossa</strong> <strong>opinião? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há mais qualidade actualmente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Que bandas nacionais vos delicia e que recomendam?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jed Dickens, Hidden Cookie, Legendary Tigerman, Jorge Palma, Primitive Reason, Linda Martini, Mão Morta, Bizarra Locomotiva, todos os projectos do Manuel Cruz, Miss Lava, Marbles, Dapunksportif, Men Eater, Dead Combo entre muitos outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual foi, ou quais foram as bandas que vos levaram a fazer uma banda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pixies, Nirvana, Pavement, Dinossaur Jr, Sebadoh, Beatles, Sonic Youth, Jeff Buckley, Deus, Radiohead, Elliot Smith, Queens of the Stone Age, todos os projectos do Jack White, Led Zeppelin, Faith No More, Eric’s Trip, Screaming Trees, Kyuss, Velvet Underground, Gorillaz, The Kills, King of Leon, Dead Kennedys, Sex Pistols, The Exploited, Motorhead, Ealges of death metal, Turbonegro, Hellacopters, Napalm death, nunca mais acaba…</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/IMGP4011.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-970" title="IMGP4011" src="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2010/02/IMGP4011.JPG" alt="IMGP4011" width="385" height="289" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que se segue? Quais são os planos para o futuro dos Stereofux?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mais concertos, ir para estúdio assim que possível, tocar, boa disposição, tocar, amigos, tocar, desfrutar do momento que está a ser excelente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma última pergunta, qual é a vossa personagem de banda desenhada</strong> <strong>favorita?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Luís Felipe</strong> – Gaston Lagaffe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cadete</strong> – Tom Sawyer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mantas</strong> – Asterix, Marco e Conan (o rapaz do futuro).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Matuska Castill</strong> – Asterix e Soda.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.myspace.com/stereofux" target="_blank"><strong>www.myspace.com/stereofux</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=966</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NA GRAFONOLA DO MARSUPILAMI &#124; Drill</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=781</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=781#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 14:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Drill]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=781</guid>
		<description><![CDATA[Próxima viagem é até Lisboa, capital de Portugal e cidade natal dos Drill. Conheci-os à relativamente pouco tempo através do EP &#8220;This Is Not A Drill&#8221; de 2007, o qual me despertou a curiosidade em saber um pouco mais sobre estes três rapazes  que gostam de perfurar. Entretanto, editaram recentemente um novo trabalho, que vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Próxima viagem é até Lisboa, capital de Portugal e cidade natal dos <strong>Drill</strong>. Conheci-os à relativamente pouco tempo através do <strong>EP &#8220;This Is Not A Drill&#8221;</strong> de 2007, o qual me despertou a curiosidade em saber um pouco mais sobre estes três rapazes  que gostam de perfurar. Entretanto, editaram recentemente um novo trabalho, que vem confirmar a minha suspeita de que estava na presença de um projecto no mínimo interessante. Esse trabalho chega-nos mais uma vez em formato <strong>EP</strong>, chama-se <strong>&#8220;3&#8243;</strong>, é constituído por 6 temas e foi um dos principais temas de conversa entre o<strong> Marsupilami</strong> e o <strong>Manel</strong> &#8211; guitarra e voz dos <strong>Drill</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2009/11/PLP9355x.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-783" title="_PLP9355x" src="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2009/11/PLP9355x.jpg" alt="_PLP9355x" width="385" height="265" /></a><strong>Antes de mais, quem são os Drill?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os Drill são Manel (guitarra/voz), Ghitaj (bateria/voz) e João Neves (baixo), foram António Pedro (baixo) e Francisco Rebelo (baixo).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esta aventura começou quando e como?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta aventura começou em 2004 quando eu (Manel) e o António Pedro pensamos em fazer uma banda com um som mais rock, mais cru e directo, na altura tocávamos ambos com os Jack &amp; os Estripadores que era sobretudo rock blues. Conhecemos o Ghitaj que na altura nos alugava uma sala de ensaio em Mosacavide e convidámo-lo para tocar bateria connosco. Fomos <em>jamando</em> ensaio após ensaio e as coisas começaram a sair. O primeiro concerto foi em Abril de 2005.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Está cá fora o vosso novo trabalho, o EP “3”, o qual vem mais produzido, mais coeso e arrisco-me mesmo a dizer que este é o vosso trabalho mais “sério”, havendo um claro crescimento em relação ao anterior EP. Concordam com esta afirmação? E, como definem este EP?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, o objectivo é sempre melhorar, é sempre tentar que o som vá de encontro às ideias e no &#8220;3&#8243; isso já ficou mais perto. Cada vez vamos percebendo melhor o processo de composição e produção dos temas, antes não sabíamos nada. Este EP foi todo feito com mais calma, toda a base foi gravada no “namouche” em Lisboa, a mistura ficou a cargo do Alan Johannes que gravou e misturou Eagles of Death Metal e Queens of the Stone Age (com quem também tocou), enfim todo o processo foi mais sério.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como tem sido o feedback, quer em relação a este novo trabalho, quer de uma forma geral ao som dos Drill?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em relação ao novo trabalho o feedback tem sido bastante bom, sendo que temos tido muitos contactos de fora, já que a edição digital ficou a cargo da Poison Tree Records (EUA), isso tem ajudado a que pessoas às quais dificilmente chegaríamos nos contactem. O video clip que fizemos para o tema &#8220;surprise&#8221; também tem ajudado bastante, tem tido muito sucesso! Em relação ao som dos Drill, reparamos que a maioria das pessoas não sabe como nos catalogar, o que as confunde, sobretudo malta mais nova, por outro lado há muitas pessoas que nos dizem que à primeira audição não lhes diz nada, à segunda “ah ok” e depois então percebem e passam a ouvir continuamente. Reparamos que o nosso publico começa maioritariamente nos 30 anos. Mas nada disto é premeditado, nós só fazemos o som que queremos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde é que se inspiram os Drill? Há alguma fórmula (secreta) para a composição das músicas, ou nascem de uma forma espontânea?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há uma fórmula que tem resultado bastante e não é secreta: muita jam, passar muito tempo a tocar sem orientação definida que não o feeling, isso normalmente resulta muito bem. Acho que 90% dos temas saíram assim, há sempre muita frase musical que é aproveitada daí, depois há sempre o rasgo de inspiração que surge num momento qualquer em que um gajo diz, tenho que me lembrar disto mais tarde para levar para o ensaio&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2009/11/PLP9181x.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-784" title="_PLP9181x" src="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2009/11/PLP9181x.jpg" alt="_PLP9181x" width="385" height="557" /></a><strong>Chegam à fase da divulgação. Como é que esse processo tem decorrido? Sentem algum tipo de entraves, ou dificuldades?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A música, nesta fase mais “empresarial” tem processos e dificuldades semelhantes a qualquer outra área, há sítios que tu julgas que são os melhores para a divulgação da tua música, mas que por alguma razão não consegues lá entrar, mas as coisas estão a mudar muito. (continuo na pergunta seguinte)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ainda sobre a divulgação, acham que a internet é uma aliada ou um inimigo das bandas e projectos musicais, ou seja, tem mais vantagens ou mais desvantagens para uma banda como os Drill?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje em dia tu chegas a todo o lado com os teus canais, a internet não contempla censuras e tem poucos filtros com o que isso tem de bom e mau, mas o acesso à tua música é total, só tens que fazer chegar o alerta às pessoas de que tua música está no sítio tal, isso pode demorar. Mas os canais clássicos de divulgação (radio, TV) estão a perder muito terreno em relação à internet (que é tudo isso). As vantagens da internet para as bandas são inúmeras. Sem ela não estaríamos a fazer esta entrevista&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como elementos de uma banda rock acham que o publico português, na sua generalidade, apoia a música que se faz em Portugal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O público português apoia bastante as suas bandas, portuguesas ou não, o problema é que não se dá ao trabalho de procurar muita coisa, não sai de casa para ver pequenos concertos, se for um estádio ou um festival, está sempre à pinha, um concerto de bar ou clube já é mais difícil. Não há a cultura de ir ver a banda que está a tocar lá em baixo na sexta à noite&#8230; Fica mais difícil que te vejam&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em relação a espaços e iniciativas para uma banda como os Drill se apresentarem ao vivo, acham que existem, quer em quantidade quer em qualidade no nosso país?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Espaços há cada vez mais, alguns com qualidade, iniciativas há também bastantes, sobretudo fora das grandes cidades, acho que nesta altura falta apenas publico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual a vossa opinião em relação ao panorama musical nacional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há bandas muito boas, acho até que estamos num momento muito bom de produção de música em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E, sobre o estado geral do país?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O País vai mal, está podre, há que reagir, mas com cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E agora, o que se segue? Próximos passos dos Drill?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estamos a ter ideias, estamos a pensar dar música, mas de verdade, o próximo álbum estamos a pensar dá-lo dum modo faseado&#8230; mas isto ainda é apenas uma ideia&#8230; e queremos tocar ao vivo, sempre!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma última pergunta: qual a vossa personagem de banda desenhada preferida?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bem, a minha é o Corto Maltese&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2009/11/PLP9336x.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-785" title="_PLP9336x" src="http://uminuto.com/~omarsupi/wp-content/uploads/2009/11/PLP9336x.jpg" alt="_PLP9336x" width="385" height="559" /></a><strong>Curiosidades:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como surgiu o nome Drill?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Drill surgiu num urinol da concentração de motos de Elvas, era um concerto de Jack &amp; 0s Estripadores e o urinol era uma placa de zinco, com 80cms que nos permitia ver a planície à noite enquanto lá estávamos, o primeiro nome até era Thrill Drill, mas com os copos não era fácil de dizer&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">No fundo a ideia de perfuração, simulacro, broca, agrada-nos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Influências?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muito blues/rock dos 70’s, jam bands e até rock sinfónico!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bandas ou projectos nacionais que têm ouvido?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O ultimo disco que comprei português foi o do Sean Rilley, que está muito bom, na mesma altura comprei um reedição da Lena D’Água de ’81 chamado &#8220;Perto De Ti&#8221;, que gosto. O último concerto português que me impressionou foi o dos Mao Morta no cinema São Jorge em Lisboa, que malha!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.myspace.com/drillsound" target="_blank"><strong>www.myspace.com/drillsound</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=781</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NA GRAFONOLA DO MARSUPILAMI &#124; Ludo</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=564</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=564#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 09:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Ludo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=564</guid>
		<description><![CDATA[Agora que começa a arrefecer, o Marsupilami decidiu ir até à região mais quente do país, ou seja, Algarve. Mais precisamente a Olhão, onde pudemos encontrar um projecto de ritmos amenos e doces. Chamam-se Ludo e editaram em Abril do corrente ano o seu primeiro trabalho, o EP “Nascituro”, ponto de partida para a conversa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Agora que começa a arrefecer, o <strong>Marsupilami</strong> decidiu ir até à região mais quente do país, ou seja, Algarve. Mais precisamente a Olhão, onde pudemos encontrar um projecto de ritmos amenos e doces. Chamam-se <strong>Ludo</strong> e editaram em Abril do corrente ano o seu primeiro trabalho, o <strong>EP “Nascituro”</strong>, ponto de partida para a conversa que se segue.</p>
<p align="justify"><a href="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SrC1syCi11I/AAAAAAAABpQ/qLKsGHtc8Ug/s1600-h/LUDO_Carimbo%5B7%5D.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="LUDO_Carimbo" src="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SrC1tRu7aTI/AAAAAAAABpU/NPDAx4afswQ/LUDO_Carimbo_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="LUDO_Carimbo" width="350" height="187" /></a><strong>Antes de mais, quem são os Ludo?</strong></p>
<p align="justify">Os Ludo são Davide dos Anjos – Voz e guitarras; Paulo Conceição – Baixo; Nuno Campos – Teclados; João Baptista – Voz e guitarra; Filipe Kabeçadas – Bateria.</p>
<p align="justify"><strong>Como e quando é que este projecto nasceu? </strong></p>
<p align="justify">Nasceu em  Agosto de 2005. Quando o Davide e o Nuno Campos decidiram juntar-se para formar um novo projecto, em português, livre de fórmulas e com abertura a todas as sonoridades. Chamaram então os restantes membros para dar forma ao projecto, desde o início sentimos uma forte ligação musical e começámos logo a trabalhar em algumas boas ideias.</p>
<p align="justify"><strong>Foi editado o vosso primeiro trabalho intitulado “Nascituro”, e do qual já roda o single de apresentação. Como tem sido o feedback ao mesmo, e no geral, ao vosso som?</strong></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify">O resultado tem sido bastante positivo, estamos contentes, pelo facto de termos já muitos  feedbacks, temos tido muitas visitas e muitos “plays” no nosso myspace, bons comentários do público em geral e nas redes sociais da internet (myspace, hi5, etc), rádios, até agora, muito bom.</p>
<p align="justify"><strong>Como caracterizam “Nasciturno”?</strong></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify">O “nascituro” é um disco com 6 canções originais, escolhidas entre outras para este lançamento. Foi gravado e masterizado no Algarve pelo produtor Luís Guerreiro no estúdio Exit One em Loulé, acreditamos que temos lá bons temas, com mensagens interessantes e boas histórias, que transmitem alguns pensamentos e divagações, mas principalmente todos os temas transmitem algo, nós tentamos dar sempre uma enorme importância a cada tema que construímos, sentimento, muito sentimento…</p>
<p><strong><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SrC1twtog3I/AAAAAAAABpY/Wt8uXgzDOEI/s1600-h/CAPA%20CD%20-%20oLUDO%20Nascituro%5B3%5D.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="CAPA CD - oLUDO Nascituro" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SrC1unVd5oI/AAAAAAAABpc/Usw6fJg26wA/CAPA%20CD%20-%20oLUDO%20Nascituro_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="CAPA CD - oLUDO Nascituro" width="244" height="233" /></a></strong></p>
<p align="justify"><strong>Onde se inspiram os Ludo? </strong></p>
<p align="justify">Os ludo são 5 pessoas completamente diferentes, com gostos musicais completamente diferentes. Apesar disso, neste momento e com base na nossa forte relação, conseguimos evidenciar  já uma fonte de inspiração comum que é perceptiva na  sonoridade muito própria que a banda aplica a todos os temas.</p>
<p align="justify"><strong>Estão agora na fase da divulgação, talvez a fase mais complicada. Têm sentido dificuldades nesse campo?</strong></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify">Claro que sim, as dificuldades são muitas mas a nossa vontade sobrepõe-se. Acho que temos conseguido abrir portas que não estaríamos á espera de abrir, isto acontece porque temos a sorte e a oportunidade de trabalhar com pessoas que, acreditam tanto no Ludo como nós. É uma excelente equipa.</p>
<p align="justify"><strong>Ainda no campo da divulgação, a internet é actualmente um instrumento precioso &#8211; indispensável até – para a promoção de uma banda. Concordam com esta afirmação? E, qual a vossa opinião em relação à importância que a internet tem tido sobre a música?</strong></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify">A net hoje é imprescindível! Tem uma importância muito maior do que possamos pensar à partida. Principalmente para as bandas novas sem editora mas também para os artistas com contratos nas majors. Acima de tudo permite a critica instantânea sem tabus. Qualquer pessoa procura, ouve, gosta, não gosta, comenta, partilha, é um mundo de oportunidades. Também no nosso caso  tem-nos ajudado a chegar mais rapidamente a mais pessoas, que de qualquer outra forma.</p>
<p align="justify"><strong>Acham que existem iniciativas e espaços suficientes – quer em qualidade, quer em quantidade – no nosso país, para uma banda como os Ludo se apresentarem ao vivo?</strong></p>
<p align="justify">Iniciativas não, espaços suficientes sim mas pouco distribuídos geograficamente. Portugal é um país riquíssimo em auditórios, bares, teatros, festivais, semanas académicas etc. Há quantidade e qualidade, por vezes falta é vontade…  Os promotores, nomeadamente os institucionais, preferem pagar mais e contratar uma banda conhecida do que arriscar nos novos valores da música nacional. Mesmo no caso de Bandas já com 10 anos e 2 e 3 discos gravados têm dificuldades em tocar ao vivo.</p>
<p align="justify"><strong>Qual a vossa opinião em relação ao actual panorama musical nacional? </strong></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify">É muito bom em termos de composição. Graças à revolução tecnológica é hoje mais fácil para as bandas gravar e apresentar o seu trabalho sem pedir licença a ninguém. Têm aparecido nos últimos 5 anos excelentes nomes no mercado e de grande potencial (destacamos: Linda Martini, X-Wife, Mundo Cão, Bunnyranch, Tiago Bettencout, Peixe:Avião, 2008, A Naifa, Deolinda, etc…)  e os mais conhecidos também têm dado cartas com grande qualidade no mercado ao nível de DVD’s ao vivo (Gift, David Fonseca, Clã, Xutos, entre outros). Resumindo, apesar da crise, os media têm nos últimos anos muito mais diversidade para apostar.</p>
<p align="justify"><strong>E em relação ao actual estado do país?</strong></p>
<p align="justify">É uma pergunta difícil. O que dizer da nossa pequinês num mundo tão globalizado? Apenas isto, nós portugueses somos bons em todas as áreas e estamos convictos que evoluímos muito na ultima década.  Vamos enfrentar graves problemas sociais e financeiros em face do desemprego mas saberemos ultrapassar a crise de cabeça erguida. Face à nossa dimensão temos a vantagem de não estarmos tão expostos como muitos países da união europeia, não crescemos tanto como os outros mas em contrapartida também não colocamos em risco os nossos pilares económico-financeiros. Se resolvermos o problema da justiça estaremos preparados para enfrentar o futuro.</p>
<p align="justify"><strong>E agora, quais os próximos passos dos Ludo? </strong></p>
<p align="justify">Depois do lançamento, o objectivo é tocar, em todo o lado. Levar o concerto até onde conseguirmos. Paralelamente estamos em fase de composição de novos temas para que possamos preparar com realismo o nosso próximo trabalho discográfico.</p>
<p align="justify"><strong>Uma última questão: qual a vossa personagem preferida de banda desenhada? </strong></p>
<p align="justify">O Zé Carioca e o coyote (aquele do bip bip).</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SrC1u12UiOI/AAAAAAAABpg/lwqI755Ai5M/s1600-h/1RGB%5B5%5D.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="1RGB" src="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SrC1vfRb1kI/AAAAAAAABpk/HjCChnlaqK8/1RGB_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="1RGB" width="254" height="392" /></a></strong><strong>Curiosidades:</strong></p>
<p align="justify"><strong>Como surgiu o nome Ludo?</strong></p>
<p align="justify">O ludo é uma reserva natural no Algarve que está inserida no parque natural da Ria Formosa.</p>
<p align="justify"><strong>Influências?</strong></p>
<p align="justify">Diversas, basicamente tudo o que for boa música.</p>
<p align="justify"><strong>Bandas nacionais que têm ouvido?</strong></p>
<p align="justify">Todos os clássicos bem como as várias bandas que destacamos quando falámos no actual panorama musical nacional.</p>
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/oludo" target="_blank">Myspace dos Ludo</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://oludo.blogspot.com" target="_blank">Blog dos Ludo</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=564</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NA GRAFONOLA DO MARSUPILAMI &#124; JED Dickens</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=561</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=561#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 15:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Emperor]]></category>
		<category><![CDATA[Pedra de Metal]]></category>
		<category><![CDATA[Jed Dickens]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=561</guid>
		<description><![CDATA[Jed Dickens. Um trio de amigos, que resolveu realizar um sonho. Tendo os fins-de-semana ocupados pelos seus concertos, Paulo Emperor numa segunda-feira, teve uma conversa bem animada com este trio de jovens músicos. Com melodias que facilmente “entram” no ouvido, os Jed tentam ultrapassar as barreiras e chegam mesmo a tocar além fronteiras. Uma banda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><strong>Jed Dickens.</strong> Um trio de amigos, que resolveu realizar um sonho. Tendo os fins-de-semana ocupados pelos seus concertos, <strong>Paulo Emperor</strong> numa segunda-feira, teve uma conversa bem animada com este trio de jovens músicos. Com melodias que facilmente “entram” no ouvido, os <strong>Jed</strong> tentam ultrapassar as barreiras e chegam mesmo a tocar além fronteiras. Uma banda alentejana de gema, que editou no dia um do corrente mês o primeiro trabalho da banda, o <strong>EP “For Some Clowns”</strong> que recomendamos vivamente.</p>
<p align="center"><strong><a href="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SqfLysXlmpI/AAAAAAAABoo/fic1JYSxkCQ/s1600-h/12491%5B1%5D%5B4%5D.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="12491[1]" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SqfLzLPsYVI/AAAAAAAABos/ixruzScURIY/12491%5B1%5D_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="12491[1]" width="337" height="254" /></a> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Acho que a primeira pergunta que se impõem é, porquê o nome Jed Dickens?</strong></p>
<p align="justify"><strong>Eduardo (E) –</strong> (risos)</p>
<p align="justify"><strong>Daniel (D)</strong> &#8211; Respondo eu?</p>
<p align="justify"><strong>João Canhão (JC) -</strong> Pode ser. (risos)</p>
<p align="justify"><strong>D -</strong> A ideia surgiu do Canhão que disse isto, mais ou menos: &#8220;vamos arranjar um nome à carga que fique fixe&#8221;. E foi aí que surgiu Dickens do escritor Charles Dickens, e JED são as nossas iniciais.</p>
<p align="justify"><strong>Uma ideia original. Há quanto tempo existe a formação?</strong></p>
<p align="justify"><strong>JC -</strong> Cerca de um ano e pouco…</p>
<p align="justify"><strong>E &#8211; </strong>Um ano e uns mesitos, desde 15 de Dezembro de 2007, é não é?</p>
<p align="justify"><strong>D –</strong> Sim, os primeiros ensaios foram mais ou menos em finais de Dezembro de 2007!</p>
<p align="justify"><strong>São apenas três elementos? Qual a &#8220;função&#8221; de cada um?</strong></p>
<p align="justify"><strong>E -</strong> Inicialmente éramos quatro, tínhamos mais um guitarrista, e nessa altura era o Daniel na voz principal e guitarra e o outro guitarrista fazia os coros, no entanto, por uns motivos teve de sair da banda e desde aí temos esta formação. Neste momento sou eu na bateria e coros, o João no baixo e coros e Daniel na guitarra e voz principal.</p>
<p align="justify"><strong>Sendo de Elvas, é fácil a divulgação do vosso trabalho?</strong></p>
<p align="justify"><strong>D -</strong> Hum&#8230; não é assim tão fácil, isto é, na nossa cidade apenas existe um bar concerto que nem sequer faz concertos frequentemente. A divulgação do nosso trabalho tem vindo a ser, desde que gravamos os nossos primeiros três temas já este ano, o myspace que foi uma grande ajuda para os concertos que temos agendados. Elvas tem a vantagem de ter Espanha bem perto, é um &#8220;sítio&#8221; que ainda estamos a explorar a pouco e pouco.</p>
<p align="center"><strong><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SqfLzuACwNI/AAAAAAAABow/LRIsTGcmokA/s1600-h/canhaospace2%5B3%5D.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="canhaospace2" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SqfLzwplamI/AAAAAAAABo0/ekyhUSEew0A/canhaospace2_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="canhaospace2" width="337" height="254" /></a> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Então têm dado uns concertos em Espanha? Pelo que percebi, e tenho acompanhado a vossa banda, os vossos fins-de-semana têm sido a dar concertos, é só uma fase?</strong></p>
<p align="justify"><strong>JC</strong> &#8211; Por enquanto, só tivemos um em Espanha, no Familyfest em Albuquerque, e já temos outro agendado para o mesmo sítio o Albuquerquerock. Nos fins-de-semana graças a deus temos tido vários concertos, e quando não temos aproveitamos para ensaiar.</p>
<p align="justify"><strong>Mas os concertos dados têm sempre sido por essa zona, ou já foram a outros pontos do país?</strong></p>
<p align="justify"><strong>D –</strong> Sim, mais por esta zona, mas como o João já referiu já fomos a Espanha tocar e voltaremos lá ainda este ano. Aos poucos temos saído mais para fora, já estão confirmados concertos em Évora, Portalegre, Alcobaça e Porto (no próximo dia 11 na Casa Viva e dia 12 na Fábrica do Som), ainda vai surgir Lisboa e Loulé, mas ainda não temos datas definidas!</p>
<p align="justify"><strong>Os vossos concertos não se resumem a três temas, suponho…</strong></p>
<p align="justify"><strong>JC -</strong> Não claro que não, actualmente temos cerca de 12 temas originais, nos concertos toca-los todos, ou não, depende do tempo disponível para a actuação.</p>
<p align="justify"><strong>E -</strong> Temos 16 temas originais! (risos)</p>
<p align="justify"><strong>E covers, fazem alguma para agradar os fãs e chamar público?</strong></p>
<p align="justify"><strong>E -</strong> Fãs? (risos) Disso não temos… (risos)  Neste momento costumamos tocar um “meadlezeco” de Jet, Nirvana, Artic Monkeys e Ramones, mas já tocamos vários como The Hives, Blur, levamos sempre um “coverzito” para agradar a malta. Agora, tivemos então a ideia do meaddle e estamos a pensar fazer uns poucos para tocar no final e não repetir sempre o mesmo.</p>
<p align="justify"><strong>D &#8211; </strong>Desde sempre acho que para nós os três a banda principal é Nirvana, ouvimos um pouco de tudo, mas a nível de bandas talvez, Nirvana, Ramones, Arctic Monkeys, The Hives, Fu Manchu, The Cramps, etc, ou seja, temos influencias de bandas anos 80 e 90 e de bandas que são mais recentes o que faz uma mistura de sonoridade muito fixe.</p>
<p align="justify"><strong>Que tipo de comentários têm recebido sobre o vosso som?</strong></p>
<p align="justify"><strong>E –</strong> Bons! Por acaso não estávamos nada à espera.</p>
<p align="justify"><strong>D –</strong> Sim, realmente bastante positivos.</p>
<p align="justify"><strong>JC -</strong> Normalmente o público tem gostado, tanto a nível do som como da nossa presença em palco.</p>
<p align="justify"><strong>Vá confessem lá, tornaram-se músicos por causa das miúdas, ou é mesmo gosto pela música? (risos)</strong></p>
<p align="justify"><strong>JC – </strong>Claramente, pelo gosto pela musica…</p>
<p align="justify"><strong>D -</strong> Sim pela música, mas as meninas ajudam muito! (risos)</p>
<p align="justify"><strong>E -</strong> Pela música, mas música e miúdas, vá as duas, não pela música e pelas miúdas, não pela música…</p>
<p align="center"><strong><a href="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SqfL0UN9bTI/AAAAAAAABo4/Mh6w5jFagAE/s1600-h/danispace2%5B3%5D.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="danispace2" src="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SqfL0_T6GRI/AAAAAAAABo8/YekoEbx3bSk/danispace2_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="danispace2" width="337" height="254" /></a> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Até onde acham que podem chegar?</strong></p>
<p align="justify"><strong>D -</strong> Isso é algo que realmente ainda não pensamos. Pensamos no presente, queremos é tocar por todo o lado mostrar o nosso trabalho, chegar mais longe só o tempo o dirá. Mas não é algo que nos preocupa agora.</p>
<p align="justify"><strong>Para finalizar o que querem dizer aos fãs que vão ganhar, depois desta entrevista?</strong></p>
<p align="justify"><strong>D -</strong> Meus caros, (risos) esperamos que recebam o que queremos transmitir, e garanto que vamos ter sempre a mesma energia e humildade que temos, desde o primeiro dia!</p>
<p align="justify"><strong>E -</strong> Oiçam Jed Dickens. (risos)</p>
<p align="justify"><strong>JC -</strong> Que continuem a acompanhar o nosso trabalho, e esperamos encontra-los pelos concertos que por aí forem aparecendo…</p>
<p align="justify">
<p><strong><a href="http://www.myspace.com/jeddickens" target="_blank">Myspace dos JED Dickens</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://jeddickens.blogspot.com" target="_blank">Blog dos JED Dickens</a></strong></p>
<p><strong>Entrevista por Paulo Emperor | Director do blog Pedra de Metal | <a href="http://www.pedrademetal.blogspot.com">www.pedrademetal.blogspot.com</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=561</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NA GRAFONOLA DO MARSUPILAMI &#124; The Weatherman</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=560</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=560#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 21:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Weatherman, The]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=560</guid>
		<description><![CDATA[Desta vez a viagem é até Vila Nova de Gaia, cidade natal de Alexandre Monteiro, aliás, The Weatherman, um genial compositor de verdadeiras e mágicas melodias às quais o comum dos mortais resolveu rotular de canções. Prova disso, são os dois álbuns editados por The Weatherman, o primeiro em 2006 de nome “Cruisin’ Alaska”, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Desta vez a viagem é até Vila Nova de Gaia, cidade natal de <strong>Alexandre Monteiro</strong>, aliás, <strong>The Weatherman</strong>, um genial compositor de verdadeiras e mágicas melodias às quais o comum dos mortais resolveu rotular de canções. Prova disso, são os dois álbuns editados por <strong>The Weatherman</strong>, o primeiro em 2006 de nome “<strong>Cruisin’ Alaska”</strong>, o segundo já em 2009 de nome <strong>“Jamboree Park At The Milky Way”</strong>. E foi precisamente este último &#8211; diga-se de sua justiça &#8211; fabuloso trabalho, que serviu de pretexto para a conversa que se segue…<a href="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/Sp2WQqVyAfI/AAAAAAAABoU/E0rRc-8Wu6s/s1600-h/The%20Weatherman%20final%5B6%5D.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="The Weatherman final" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/Sp2WRCXGFfI/AAAAAAAABoY/qgtrpxgTC_g/The%20Weatherman%20final_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="The Weatherman final" width="354" height="237" /></a><strong>Para quem (ainda) não te conhece, quem é The Weatherman?</strong></p>
<p align="justify">É um rapaz, Alexandre Monteiro, que escreve umas canções sobre o amor, o cosmos e o sol.</p>
<p align="justify"><strong>Podes nos contar um pouco da história deste projecto?</strong></p>
<p align="justify">Começou em 2005, altura em que enviei uma demo gravada em regime solitário para algumas editoras independentes. Acabei por gravar um álbum para uma editora chamada monocromática, de Lisboa. O disco, “Cruisin’ Alaska”, foi editado em Fevereiro de 2006.</p>
<p align="justify"><strong>Este é o teu segundo álbum de originais. Que diferenças e/ou semelhanças existem entre ambos? Este teu trabalho é uma continuação do anterior ou é um novo capítulo?</strong></p>
<p align="justify">Definitivamente é um novo capítulo. Não gosto de repetir fórmulas de disco para disco, e se no anterior, gravei tudo sozinho, neste apeteceu-me dirigir outros músicos. O disco foi gravado com o intuito de soar a uma banda a tocar num espaço grande, e não houve lugar a electrónica, característica que abundava no disco anterior. Fiz questão em que todos os instrumentos fossem tocados ao vivo.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/Sp2WRkS0rVI/AAAAAAAABoc/wi2cmwj5j1Q/s1600-h/weathermanpress1%5B5%5D.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="weathermanpress1" src="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/Sp2WSE25pjI/AAAAAAAABog/JY2hBfd7Cbo/weathermanpress1_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="weathermanpress1" width="490" height="204" /></a> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Podes desvendar um pouco do que podemos encontrar em &#8220;Jamboree Park At The Milky Way&#8221;?</strong></p>
<p align="justify">É um disco composto unicamente por grandes canções, com alto espírito de celebração. Costumo dizer que é uma espécie de cançoneteiro para ser entoado em qualquer acampamento com vistas privilegiadas para o espaço sideral.</p>
<p align="justify"><strong>Quais são as tuas expectativas em relação a este trabalho?</strong></p>
<p align="justify">Encontrar cada vez mais gente que se identifique com a minha música. Dar grandes concertos. Marcar verdadeiramente as pessoas.</p>
<p align="justify"><strong>O que esperas que as pessoas tirem deste teu último trabalho em particular?</strong></p>
<p align="justify">Espero que tirem sobretudo o sentido de celebração iminente que as canções deste disco transportam consigo.</p>
<p align="justify"><strong>Como funciona o teu processo de composição, onde vais buscar a inspiração para criares as tuas canções?</strong></p>
<p align="justify">Normalmente as músicas saem-me naturalmente, e eu percebo logo quando as coisas têm potencial. Na verdade qualquer coisa me pode inspirar, por mais insignificante que pareça pode dar origem a uma grande canção, e gosto sobretudo de pegar em temas que mais ninguém se lembrou de escrever sobre.</p>
<p align="justify"><strong>Qual a tua opinião em relação à importância que a net tem tido sobre a música, os downloads, a partilha/pirataria. Achas que poderá trazer mais vantagens, ou mais desvantagens para um projecto como The Weatherman?</strong></p>
<p align="justify">É possível que até tenha mais vantagens para mim do que desvantagens. A pirataria faz parte da realidade neste momento para toda a música. As novas gerações estão a crescer com a mentalidade de que toda a música deve ser adquirida sem pagar um tostão e isto não é positivo. Para alguém que tem o culto do objecto, como eu, isto entristece-me um pouco. Mas por outro lado, se não fosse a pirataria haviam muitos discos que eu nunca iria ouvir. Acho que as editoras grandes é que estão em maus lençóis. Eu criei a minha própria editora e vou editar o disco a contar de antemão que os discos vão servir mais como manobra de promoção do que para encher os bolsos. Quer a coisa corra mal ou bem, pelo menos sou livre, não me vou sentir escravo de nenhuma editora, e isso nos dias que correm, é muito importante.</p>
<p align="justify"><strong>Que achas do actual panorama musical nacional? Tens estado atento?</strong></p>
<p align="justify">Confesso que não. Desde há um ano para cá o trabalho tem sido tanto que tenho tido pouco tempo para conhecer novos discos.</p>
<p align="justify"><strong>E do actual estado geral do nosso país?</strong></p>
<p align="justify">Tento não pensar muito nisso. Muitas vezes faço questão em me alienar de algumas coisas.</p>
<p align="justify"><strong><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="weathermanpress2" src="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/Sp2WSSrGDMI/AAAAAAAABok/-MIGmnh_gA0/weathermanpress2_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" border="0" alt="weathermanpress2" width="354" height="214" />E agora, o que se segue? Quais os próximos passos de The Weatherman?</strong></p>
<p align="justify">Lançamento do disco a 20 de Abril. Jamboree Park Tour com o maior número de datas possível.</p>
<p align="justify"><strong>Uma última questão: qual é a tua personagem de banda desenhada preferida?</strong></p>
<p align="justify">O Batman. Ainda ontem o confundi com uma freira, na rua.</p>
<p align="justify"><strong>Curiosidades:</strong></p>
<p align="justify"><strong>Como surgiu o nome The Weatherman?</strong></p>
<p align="justify">Alguém me falou de uma organização que existiu nos anos 60, que tinha como guru o Timothy Leary chamada The Weatherman. E eu, que sempre gostei de nomes que pudessem ter significados diferentes, achei piada e ficou.</p>
<p align="justify"><strong>Quais são as tuas influências?</strong></p>
<p align="justify">Aprendi tudo a ouvir os Beatles e os Beach Boys, depois há muitos nomes que giram em torno desses que vou ouvindo&#8230; mas cada vez mais tenho menor necessidade de ouvir música de outros para fazer a minha.</p>
<p align="justify"><strong>Bandas nacionais que tens ouvido?</strong></p>
<p align="justify">Não me recordo. Tenho ouvido algumas coisas sobretudo na rádio&#8230;</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://www.myspace.com/theweathermanpt" target="_blank">Myspace de The Weatherman</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=560</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NA GRAFONOLA DO MARSUPILAMI &#124; Luís Costa e Paula Petreca</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=556</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=556#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 10:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Petreca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=556</guid>
		<description><![CDATA[Vivemos num mundo cada vez mais pequeno. As fronteiras, pelo menos virtuais, deixaram de existir, e é cada vez mais fácil trocar ideias e pensamentos com alguém que vive simplesmente a milhares de quilómetros. Luís Costa e Paula Petreca são uma das provas disso mesmo. Tinham um mar imenso entre eles, mas não foi por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Vivemos num mundo cada vez mais pequeno. As fronteiras, pelo menos virtuais, deixaram de existir, e é cada vez mais fácil trocar ideias e pensamentos com alguém que vive simplesmente a milhares de quilómetros. <strong>Luís Costa e Paula Petreca</strong> são uma das provas disso mesmo. Tinham um mar imenso entre eles, mas não foi por isso que deixaram de unir esforços, e criarem algo no mínimo interessante, o <strong>EP “Short Fleeting Moods”</strong>, onde ele toca e ela dança. <strong>O Marsupilami</strong> quis saber como tudo aconteceu, e esteve à conversa com os dois.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_La0e4zI/AAAAAAAABnU/6BOZofjy4ho/s1600-h/luisepaulaensaio5.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="luis e paula - ensaio" src="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_L-0_ftI/AAAAAAAABnY/wsh_37W_958/luisepaulaensaio_thumb3.jpg?imgmax=800" border="0" alt="luis e paula - ensaio" width="306" height="231" /></a></strong><strong>Como surgiu esta parceria entre vocês os dois, quando têm “apenas” um oceano (atlântico) pelo meio?</strong></p>
<p align="justify"><strong>Paula Petreca (PP)</strong> &#8211; Eu andava a descobrir o myspace, e na época tinha um interesse especial por fado, e acho que por uma página devotada ao Carlos Paredes encontrei o Luís como um dos artistas relacionados, e a empatia foi imediata. Tempos depois, escrevi a ele pedindo autorização para usar suas canções em performances (no Brasil há sempre de se ter direitos sobre isso, ou então tem de se pagar coimas), e daí ele respondeu que autorizava mas que não imaginava como podiam ser dançados seus temas… Acho que isso deixou-me inquieta e o primeiro vídeo (Innocence’s Demise) foi uma “resposta” a essa questão do Luís.</p>
<p align="justify"><strong>Uma pergunta para o Luís: alguma vez tinhas imaginado as tuas músicas retratadas da forma que a Paula o fez?</strong></p>
<p align="justify"><strong>Luís Costa (LC)</strong> &#8211; Nunca. Como a Paula disse, a minha primeira resposta quando ela me falou em dançar a minha música foi que não me importava nada, mas que não imaginava como tal seria possível. Confesso que não sou grande conhecedor de dança contemporânea, sempre pensei que fosse preciso ritmo para se dançar algo, mas assim que vi as primeiras gravações que ela fez todas as minhas dúvidas se dissiparam. E é engraçado porque é sempre uma surpresa quando vejo as interpretações que a Paula dá às minhas músicas, normalmente é sempre algo que eu nunca imaginaria. No fundo acho que é isso que me fascina, a forma como a nossa percepção de algo muda, consoante os sons e as imagens que lhe associamos.</p>
<p align="justify"><strong>Paula: é exactamente dessa fora, sensual e misteriosa, que sentes as músicas do Luís? E, foi algo que surgiu de imediato, ou algo que foi crescendo?</strong></p>
<p align="justify"><strong>PP</strong> &#8211; Danço exactamente o que ouço, às vezes até me questiono se não estou a fazer apenas uma tradução simultânea, ecoando uma fala ao invés de conversar com ela… Mas isto é também questionamento que vem de minha dança. Sou uma dançarina em crise constante… Não sinto sensualidade nem mistério em verdade, é engraçado porque em princípio achava a música do Luís muito um fado, mas muito grunge, como se essas duas coisas pudessem ter se miscigenado. Claro que depois de um tempo, fui criando maior familiaridade, algumas apreciações foram tornando-se mais recorrentes, e a percepção de certas sintonias foi afinando o diálogo… Mas isto vai sempre se transformando, porque acho que tanto eu quanto o Luís temos grandes buscas a respeito de nossos afazeres, de modo que há sempre lugares por chegar…</p>
<p align="justify"><strong>Este é o teu quarto trabalho, e talvez o mais ”sério”. Concordas com esta afirmação Luís? Encaraste-o dessa forma?</strong></p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> &#8211; Não, de todo. Mais uma vez foi um fruto do acaso, da colaboração inesperada com a Paula, e a única premissa desde o início foi manter as coisas simples. A minha última demo foi bastante mais pensada e trabalhada, até porque implicou a colaboração com outros músicos, e a intenção à partida para este trabalho foi mesmo simplificar o processo e tentar conseguir o melhor resultado possível com o mínimo de meios possível. É claro que rapidamente vim a descobrir que é bem mais complicado fazer algo simples do que o inverso! (risos)</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_NPQBvEI/AAAAAAAABnc/UpKUJUaBHKU/s1600-h/LuisePaulalive5.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="Luis e Paula - live" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_NoT2P3I/AAAAAAAABng/gPpPXqnQa8Q/LuisePaulalive_thumb3.jpg?imgmax=800" border="0" alt="Luis e Paula - live" width="306" height="232" /></a></strong></p>
<p align="justify"><strong>Sei que apresentaram este trabalho ao vivo, os dois. Qual foi a reacção do público que esteve por lá? É algo que poderá voltar a acontecer?</strong></p>
<p align="justify"><strong>PP</strong> – Olha, foi muito fixe partilhar a cena com o Luís, e observar como ressoa entre o público de música a ideia de alguém dançar ali e isso ser também concerto… Eu queria experimentar isso muito mais, mas tenho maior dificuldade de fazer isso em um ambiente de dança, porque a ideia da dança contemporânea já propôs tantas formas de co-existir com a música que nada mais parece ser original… Mas o facto é que a inquietação de dançar num concerto tem também um viés muito prático: eu sou daquelas que fica sempre ao pé do palco, “saracutiando”, tapando a vista de algumas pessoas, o que às vezes isso é um tanto “pentelho” para quem vai ali para outra apreciação, então se eu vou para o palco, já não estou a tapar a vista de ninguém, a pessoa pode escolher ficar só com a performance do Luís se quiser. (risos)</p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> &#8211; Para mim foi bastante estranho, porque venho de um background de concertos “tradicionais” e esta apresentação foi no contexto do espaço experimental do C.E.M. (Centro Em Movimento), o ambiente era completamente diferente de um concerto. Mas foi muito bom, acho que a pequena dimensão e a acústica da sala conferiu uma intimidade muito maior às músicas e à apresentação como um todo, e a reacção pelo menos das pessoas com quem falei foi muito boa. É definitivamente uma experiência que queremos repetir, mas ainda estamos a tentar trabalhar melhor a ideia, quer a nível da parte visual, quer a nível da parte musical com a adição de loops.</p>
<p align="justify"><strong>Em relação ao EP “Short Fleeting Moods” propriamente dito, como tem sido o feedback, quer em Portugal, quer no Brasil? Têm divulgado por lá também?</strong></p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> &#8211; Tem sido bom, principalmente tendo em conta a pouquíssima promoção que eu faço! (risos) No dia a seguir a ter posto o EP online, fui contactado por uma loja online do Japão com o intuito de o vender por lá, que foi das coisas mais surreais que me aconteceu a nível musical. A nível de downloads da última vez que me informei já andava perto dos 500, o que é muito bom tendo em conta que não faço promoção ao vivo do disco.</p>
<p align="justify"><strong>PP</strong> &#8211; Eu até agora estou estupefacta com a ideia de que isso está a venda no Japão… E também muitos colegas meus que nos viram actuar juntos, acabaram por se interessar pela música do Luís, de modo que distribuí uns álbuns… Para o Brasil propriamente dito, só enviei algumas cópias à minha irmã (que é uma grande produtora e divulgadora), mas tenho uns amigos que tem por lá labels, aos quais ainda não tive tempo nem organização para enviar nada, de modo que é capaz de ficar para fazer essa distribuição só mesmo quando eu voltar.</p>
<p align="justify"><strong>Há uma pergunta incontornável a fazer à Paula: quais são as maiores diferenças e semelhanças, musicalmente falando, entre Portugal e Brasil?</strong></p>
<p align="justify"><strong>PP</strong> &#8211; Eu sempre penso muito nisso… Acho que as semelhanças e diferenças são muito relacionadas e andei pensando se isso não tem a ver um bocado com o modo como a cultura (local daqui e de lá) foi exposta à cultura estadunidense… Porque eu ouço o Luís, o Azevedo Silva, os Dead Combo, o Nuno Rancho, o Noiserv; e ouço isso se calhar porque tive um dia ouvidos de Nirvana, Jeff Buckley, Ennio Morricone, Carlos Paredes… E assim também é como eu aprecio meus compatriotas Hurtmold, Polara, Los Hermanos, Totonho e os Cabra, Cidadão Instigado (etc. …), vai ver porque me chegam aos ouvidos, que um dia já ouviram Black Sabbath, Smashing Pumpkins, Strokes, Roberto Carlos, Noel Rosa, música de umbanda…. Não sei se consigo ser directa sobre isso, porque não é algo simples como causa e consequência, mas é como se as informações a que eu fui exposta direccionassem-me para um hábito de apreciação que possibilita-me navegar através de géneros com alguma coerência estilística, que é muito pessoal… Mas pá, em termos de cena… Bom eu era de São Paulo, que é uma cidade muito grande, então a dinamicidade é maior, e eu via as bandas e músicos se articulando uns com os outros para viajarem o país, irem tocar noutros lados, trazerem também os camaradas de longe para tocar para nós, isso é algo muito fixe que vejo acontecer por lá, essa circulação, que aqui ainda não vi muito…</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_OE5kBfI/AAAAAAAABnk/TvPpHbEXxPU/s1600-h/Foto01603.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="Foto0160" src="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_OV0q-5I/AAAAAAAABno/0PGu4HDA4Og/Foto0160_thumb3.jpg?imgmax=800" border="0" alt="Foto0160" width="256" height="339" /></a> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Qual a vossa opinião em relação ao panorama musical nacional?</strong></p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> &#8211; Penso que já me tinhas feito essa pergunta numa entrevista anterior, e a minha resposta continua a ser a mesma: é a melhor fase que me lembro de viver na música nacional, pelo menos a nível criativo. Estou constantemente a descobrir novos projectos com uma qualidade incrível, e felizmente a geração mais nova parece andar mais atenta ao que se vai passando na música nacional. Para além disso, é bom ver que alguns projectos que começaram pelo underground têm conseguido extravasar para um público maior e mais <em>mainstream</em>, como o caso dos Deolinda e dos Peixe: Avião, por exemplo.</p>
<p align="justify"><strong>PP</strong> &#8211; Eu me surpreendi muito com a diversidade de propostas, e também com a fertilidade criativa dos artistas, mas também eu não tinha informação actualizada sobre a música portuguesa, sabia de cá dos fadistas e desta tradição, e acho que nada para além disso. No entanto, acho pena que essa inovatividade da cena independente reverbere pouco para a música de massa, posso estar enganada, mas o que se vende nos destaques nacionais da Fnac, ou outras lojas do género, retrata um amálgama mais homogéneo e previsível do que há por aí… Mas isso acontece também em meu país, e se calhar no mundo todo.</p>
<p align="justify"><strong>Que projectos nacionais têm ouvido?</strong></p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> &#8211; Tenho ouvido muito o Noiserv, que lançou para mim um dos melhores álbuns de 2008, continuo a ouvir bastante o álbum dos Deolinda, o Nuno Rancho, os Pontos Negros… para além disso, durante o dia vou “saltitando” muitas vezes de myspace em myspace e acabo por descobrir coisas novas muito boas; a minha mais recente descoberta foi o Nuno Mar, que tem músicas ambientais lindíssimas.</p>
<p align="justify"><strong>PP </strong>- Já mencionei o Azevedo Silva, os Dead Combo, o Nuno Rancho, o Noiserv… Uma amiga deu-me um mp3 carregado de cantores populares como o Zeca Afonso e o Rodrigo Leão, e tenho gostado de algumas coisas… Estive também em alguns concertos que gostei muito como o da Lula Pena com o Norberto Lobo, e os Farrafanfarra. Confesso estar muito curiosa sobre a música pimba, porque às vezes apetece-me divertir um bocado com músicas mais chulas.</p>
<p align="justify"><strong>Há uns tempos, por alturas de “…So Said The Mute”, perguntei-te para quando um álbum. Já mudaste de opinião?</strong></p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> &#8211; Já mudei, e já voltei a mudar de novo para a opinião inicial! O meu projecto a solo de momento está em standby (à excepção das experiências com a Paula para uma nova apresentação ao vivo), porque formei uma nova banda com o Afonso Cabral e Salvador Menezes dos V.Economics, e portanto os meus esforços de composição estão concentrados exclusivamente nesse projecto.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_O2_OnDI/AAAAAAAABns/-j3XYJ_OK1E/s1600-h/PC2100305.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="PC210030" src="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SpO_PWqm39I/AAAAAAAABnw/l1eG9CJZGrw/PC210030_thumb3.jpg?imgmax=800" border="0" alt="PC210030" width="256" height="339" /></a></strong></p>
<p align="justify"><strong>E agora, que podemos esperar num futuro próximo de vocês os dois?</strong></p>
<p align="justify"><strong>PP</strong> &#8211; Mais vídeos de certeza, e pelo menos um concerto antes de eu ir embora… (risos)</p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> &#8211; O que a Paula disse… e da minha parte, espero lançar uma demo/EP com a nova banda ainda este ano, e começar a apresentar o projecto ao vivo.</p>
<p align="justify"><strong>O Hiro Nakamura ainda se mantém como a tua personagem favorita de banda desenhada, Luís? E a tua Paula, qual é?</strong></p>
<p align="justify"><strong>LC</strong> – Sem dúvida, até porque nesta nova temporada do Heroes ele é a única coisa que se aproveita no meio daquela salganhada toda! (risos)</p>
<p align="justify"><strong>PP</strong> &#8211; Eu sempre gostei muito da Turma da Mónica, e tive vários favoritos daqueles personagens ao longo da vida… Estou numa fase muito Chico Bento actualmente, meu favorito… (risos)</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://www.myspace.com/luiscosta" target="_blank">Myspace de Luís Costa</a></strong></p>
<p align="justify"><strong><a href="http://www.myspace.com/petreca" target="_blank">Myspace de Paula Petreca</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=556</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NA GRAFONOLA DO MARSUPILAMI &#124; doismileoito</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=552</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=552#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 10:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[doismileoito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=552</guid>
		<description><![CDATA[No regresso às conversas, o marsupilami falou com uma das grandes promessas do rock nacional. Eles são um trio da Maia, chamam-se doismileoito e editaram em 2009 o homónimo álbum de estreia da banda. Foi precisamente essa, a principal desculpa para a conversa sincera que podem ler já de seguida.

Antes de mais, quem são os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">No regresso às conversas, <strong>o marsupilami</strong> falou com uma das grandes promessas do rock nacional. Eles são um trio da Maia, chamam-se <strong>doismileoito</strong> e editaram em 2009 o homónimo álbum de estreia da banda. Foi precisamente essa, a principal desculpa para a conversa sincera que podem ler já de seguida.</p>
<p align="justify"><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbEx3xNBI/AAAAAAAABmM/c-3_vgvPoEU/s1600-h/eleva_100013.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="eleva_1000" src="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbFU_wF2I/AAAAAAAABmQ/ZHJEFGUlcaY/eleva_1000_thumb11.jpg?imgmax=800" border="0" alt="eleva_1000" width="307" height="180" /></a></p>
<p align="justify"><strong>Antes de mais, quem são os doismileoito?</strong></p>
<p align="justify">Os doismileoito são três rapazes da Maia, no Porto: o Pedro, o André e o Nicolau.</p>
<p align="justify"><strong>Agora um pouco da história dos doismileoito, ou seja, como e quando é que tudo começou?</strong></p>
<p align="justify">O Pedro e o André já se conheciam da escola secundária. Conheceram o Nicolau numa jam session duma escola de música da Maia. O Pedro, que tinha umas ideias gravadas em casa, telefonou ao Nicolau e foram ter com o André à cave dele, onde ainda hoje ensaiam. Isto foi em 2005.</p>
<p align="justify"><strong>Vocês tiveram uma ascensão “meteórica”, assinando mesmo por uma major, a EMI. Como é que tudo isto aconteceu?</strong></p>
<p align="justify">Não sei o que temos nós de meteoro, mas chegámos à EMI através do TMN Garage Sessions, que vencemos. Um dos prémios era editar um disco pela EMI. Na editora gostaram de nós e quiseram ficar connosco mais tempo.</p>
<p align="justify"><strong>Uma curiosidade minha: mudou alguma coisa nos doismileoito, desde que entraram para a EMI?</strong></p>
<p align="justify">Na nossa música só mexemos nós, continuamos a fazer as nossas capas e cartazes e a escolher o que vestimos. A EMI promove, divulga, arranja-nos entrevistas, exposição, parcerias, etc. É verdade que também têm o nosso bebé nas mãos, mas estamos a aprender a deixar isso acontecer: a deixar outras pessoas trabalharem pela nossa música. Aconteceu com o vídeo da &#8216;Bem Melhor 12200074&#8242;. Custou e houve discussões, mas no fim ficámos contentes com o resultado. Entendemos estar numa major como uma oportunidade e vamos agarrá-la.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbF2aQdNI/AAAAAAAABmU/WiMx4t4eEz8/s1600-h/cubiculo_10005.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="cubiculo_1000" src="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbGdYI0yI/AAAAAAAABmY/EzmTyhB7w4M/cubiculo_1000_thumb3.jpg?imgmax=800" border="0" alt="cubiculo_1000" width="306" height="206" /></a></strong></p>
<p align="justify"><strong>Acabaram de colocar o vosso tão aguardado álbum de estreia cá fora, já fizeram a apresentação do mesmo em Lisboa e no Porto. Como têm corrido as coisas? O feedback como tem sido?</strong></p>
<p align="justify">Estamos muito contentes porque o Musicbox estava bem composto e o Plano B esgotou. Ficou gente cá fora e tudo! Agora que temos o álbum sentimos que temos algo a defender. Antes do álbum as pessoas dificilmente nos conheciam e não podiam levar a música para casa. Agora já podem conhecer e ouvir o álbum. Além disso, temos recebido muitos comentários positivos pela internet, o que nos dá sempre muito alento.</p>
<p align="justify"><strong>Sobre o vosso álbum, era assim que imaginavam o vosso registo de estreia? Se alguma vez tinham pensado nisso…</strong></p>
<p align="justify">Nunca imaginamos como seria. Foi crescendo e apareceu. Se tivesse sido gravado uns meses antes ou depois seria com certeza diferente. Não é premeditado… mesmo se for um bocadinho, nunca é muito controlável.</p>
<p align="justify"><strong>O que esperam que as pessoas tirem do vosso som, das vossas músicas?</strong></p>
<p align="justify">Primeiro, que gostem das canções e que elas ganhem significado na vida delas. Que as usem como quiserem. O Tom Waits diz que as canções são canivetes suíços. Cada um encontra as funções ou significados que entende nelas. O importante é as coisas terem significado.</p>
<p align="justify"><strong>Onde se inspiram os doismileoito?</strong></p>
<p align="justify">No dia-a-dia. Nos amigos, nos pais, nas namoradas. Mais do que em música. Mas claro que a música de que gostamos dá vontade fazer mais música. Esperamos ter esse efeito em outras bandas, também.</p>
<p align="justify"><strong>Sobre a língua em que cantam, o português, foi sempre a primeira escolha? E, acham que vos poderá trazer alguma vantagem, pelo menos no nosso país?</strong></p>
<p align="justify">Apesar de cantar em português desde o início, na verdade temos uma música em inglês dos primórdios da banda, mas rapidamente nos apercebemos que o português era o que fazia sentido. Somos portugueses e tocamos em Portugal. As letras conseguem ir mais fundo sem as ideias serem filtradas por outra língua, e chega-se mais rápido às pessoas. Percebem-se imediatamente as palavras e a voz não é só mais um instrumento. Acreditamos que conseguimos furar melhor se cantarmos em português, apesar de isto não ser algo premeditado.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbHJLq9zI/AAAAAAAABmc/7ws8UNFy9b4/s1600-h/carate_6509.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="carate_650" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbHwkJ5NI/AAAAAAAABmg/84ni6CXWQKY/carate_650_thumb7.jpg?imgmax=800" border="0" alt="carate_650" width="302" height="302" /></a>Qual é a vossa opinião em relação à importância que a internet tem tido sobre a música? Acham que trará mais vantagens ou mais desvantagens para uma banda como os doismileoito?</strong></p>
<p align="justify">Nós temos: site oficial, blogue, myspace, canal de youtube, facebook, twitter, lastfm… achamos que isto responde à pergunta!</p>
<p align="justify"><strong>Qual é a vossa opinião em relação ao actual panorama musical nacional?</strong></p>
<p align="justify">Estão a aparecer bandas novas que têm muito para dar, muito por onde crescer. Há mais coisas diferentes umas das outras e mais pessoas a cantar em português. Nós próprios ouvimos muita mais música portuguesa do que há quatro anos atrás.</p>
<p align="justify"><strong>E em relação ao actual estado geral da nação?</strong></p>
<p align="justify">Em Portugal vai-se sempre andando…</p>
<p align="justify"><strong>E agora, o que se segue? Por onde passa o futuro dos doismileoito?</strong></p>
<p align="justify">A curto prazo, passa por dar muitos concertos. Chegar a muita gente e ganhar experiência em palco. Melhorar o concerto, tanto para nós como para o público. E já temos alguns esboços de músicas para o segundo álbum.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbJCMcALI/AAAAAAAABmk/Dle57XoHQrw/s1600-h/arvore_10005.jpg"><img style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" title="arvore_1000" src="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SovbJhSMsaI/AAAAAAAABmo/ocJcJCJXbfU/arvore_1000_thumb3.jpg?imgmax=800" border="0" alt="arvore_1000" width="306" height="306" /></a></strong></p>
<p align="justify"><strong>Curiosidades:</strong></p>
<p align="justify"><strong>Como surgiu o nome doismileoito?</strong></p>
<p align="justify">Apareceu e habituamo-nos a ele. Pode ter o significado que cada um quiser, ou nenhum em particular. Não tem nada a ver com o ano nem &#8211; porque apareceu em 2005 &#8211; com uma ideia de futuro. Não queríamos especialmente que o álbum saísse em 2008. O ano passado mudámos a forma de escrever o nome. Aparecia em números e agora aparece por extenso, sem espaços. Os números davam muita confusão nos cartazes e flyers.</p>
<p align="justify"><strong>Quais são as vossas influências?</strong></p>
<p align="justify">No outro dia, depois de um concerto, um senhor disse que fazíamos lembrar um pouco de tudo e, ao mesmo tempo, nada em particular. É assim que queremos continuar. Individualmente e entre os três gostamos de coisas muito diferentes. Temos passados musicais bem diferentes mas caminhamos na mesma direcção.</p>
<p align="justify"><strong>Que bandas nacionais têm ouvido?</strong></p>
<p align="justify">Tiago na Toca, peixe:avião, João e a Sombra, Foge Foge Bandido e Oioai.</p>
<p align="justify"><strong>Qual a vossa personagem de banda desenhada preferida?</strong></p>
<p align="justify">Preferimos não responder a esta pergunta.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://www.myspace.com/doismileoito" target="_blank">Myspace dos doismileoito</a></strong></p>
<p align="justify"><strong><a href="http://www.doismileoito.com/" target="_blank">Sítio dos doismiloito</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=552</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA &#124; Carlos Matos &#8211; Rockspot</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=536</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=536#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 21:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carlos Matos]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[HEADZUM.ORG]]></category>
		<category><![CDATA[Rockspot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=536</guid>
		<description><![CDATA[Amanhã começa mais uma edição &#8211; a sexta &#8211; do Festival Rockspot, que como sempre, acontece na Bajouca, concelho de Leiria. Serão dois dias de muito rock, com grandes nomes da actual cena musical nacional. De salientar e valorizar que metade da receita feita na bilheteira, será revertida automaticamente para a APPC – Associação Portuguesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Amanhã começa mais uma edição &#8211; a sexta &#8211; do Festival Rockspot, que como sempre, acontece na Bajouca, concelho de Leiria. Serão dois dias de muito rock, com grandes nomes da actual cena musical nacional. De salientar e valorizar que metade da receita feita na bilheteira, será revertida automaticamente para a APPC – Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral. Por tudo isto, o Rockspot tem o apoio incondicional da HEADZUM e d’ O MARSUPILAMI. Para ficarmos a saber um pouco mais do que vai acontecer amanhã e sábado, dia 26 e 27 de Junho respectivamente, a HEADZUM falou com Carlos Matos, Director de Comunicação do Rockspot 2009.</p>
<p align="justify"><b>Antes de mais, como e quando surgiu a ideia de criar o Rockspot?</b></p>
<p align="justify">O Rockspot surgiu em 2004 movido pela vontade de um grupo de pessoas que quis colocar a Bajouca na rota do rock conferindo-lhe, ao mesmo tempo, uma vertente solidária</p>
<p align="justify"><b>Quem está por detrás deste projecto?</b></p>
<p align="justify">O Rockspot é um projecto do GAU – Grupo Alegre e Unido da Bajouca, organizado e gerido por um conjunto de voluntários não remunerados pertencentes a esta associação e por outras pessoas que, não pertencendo propriamente ao GAU, vestem a camisola do grupo como se a ele tivessem sempre pertencido!</p>
<p align="justify"><b>Para quem ainda não conhece, em que se baseia o Rockspot? Como defines e qual o objectivo do festival?</b></p>
<p align="justify">O Rockspot é, antes de mais, um grande evento de solidariedade, pois todos os anos faz reverter parte das suas receitas a favor da delegação de Leiria da APPC – Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral. Este ano, pela primeira vez, vamos ter um bilhete diário com o valor simbólico de 2 (dois!!!) euros (1 euro reverte automaticamente para a APPC). Nos anos anteriores não havia cobrança de bilhetes e a receita fazia-se através do “comes-e-bebes”… Portanto a solidariedade social é a sua grande marca e, consequentemente, o seu maior objectivo.</p>
<p align="justify"><b>Esta é já a 6ª edição do Rockspot. Têm sentido dificuldades em levar este projecto avante? Com que tipo de apoios têm contado?</b></p>
<p align="justify">As dificuldades com que nos deparamos são as dificuldades inerentes a qualquer evento desta natureza. A equipa que o organiza começa a planificar e a trabalhar com 8 meses de antecedência e é tudo minuciosamente estudado, ponderado, e decidido em reuniões semanais. Os apoios que temos são sobretudo dos agentes sócio-económicos locais que têm compreendido o nosso projecto e o têm apoiado mediante as possibilidades de cada um. Já os apoios institucionais, apesar da bandeira que hasteamos, são praticamente residuais se tivermos em conta o peso e o encargo de uma produção desta envergadura.</p>
<p align="justify"><b>Como tem sido a adesão do público nas edições anteriores? E, quantas pessoas esperam este ano?</b></p>
<p align="justify">A adesão tem sido cada vez maior. Esse crescendo é proporcional à qualidade do cartaz de ano para ano. Este ano esperamos entre cinco a seis mil visitantes por dia!</p>
<p align="justify"><b>Para quem ainda não sabe quem vai tocar e o que vai acontecer no Rockspot?</b></p>
<p align="justify">No primeiro dia, sexta 26 de Junho, actuam os Shake Shake And Show Me Your Pussy, os The Dixie Boys, os Green Machine e os luso-britânicos Tiguana Bibles. No sábado, dia 27, será a vez dos The TiMaria, dos Sizo, dos If Lucy Fell e de Slimmy. Durante o evento há uma série de actividades lúdicas com particular destaque para o “comes-e-bebes” recheado de iguarias tradicionais, como o porco no espeto ou o borrego à bajoquense (só para deixar água na boca…)</p>
<p align="justify"><b>Têm apostado essencialmente em bandas portuguesas. Essa aposta, é para continuar?</b></p>
<p align="justify">No ano passado demos um passo rumo à internacionalização, mas não vivemos obcecados com isso. Portugal tem excelentes bandas e só contrataremos uma banda estrangeira se a oferta for apelativa do ponto de vista financeiro e se se justificar estética e qualitativamente. Infelizmente e paradoxalmente, há muitas bandas portuguesas muitíssimo mais caras que algumas bandas estrangeira de nome! Essas bandas têm que pensar que Portugal não é só câmaras municipais e semanas académicas…</p>
<p align="justify"><b>Qual é a vossa opinião em relação ao actual panorama musical nacional?</b></p>
<p align="justify">Vivemos, de há uns anos a esta parte, um claro fervilhar criativo a nível nacional. O difícil mesmo é fazer uma triagem. Normalmente optamos pelas bandas que nos dão garantias de qualidade e na sua eventual potencialidade de mobilização de melómanos! Afinal, não nos podemos esquecer de que queremos público! Felizmente que esta zona do país está cheia de malta atenta ao movimento musical, o que nos permite apostar em nomes supostamente menos óbvios. Mas esse é também a outra imagem de marca do Rockspot e, ao mesmo tempo, um verdadeiro desafio para os seus consultores programáticos… </p>
<p align="justify"><b>Uma mensagem para quem está a pensar ir até à Bajouca e assistir ao Rockspot?</b></p>
<p align="justify">Pensem só numa coisa: Pagam 2 euros, divertem-se, dançam, ouvem boa música (tudo com palco, som e luz altamente profissionais) e ainda ajudam quem tanto precisa! Não é por acaso que a nossa bandeira ostenta este mote: “Vamos ajudar as crianças especiais com notas musicais!”</p>
<p align="justify"><b>Para o ano, vamos continuar a ter o RockSpot?</b></p>
<p align="justify">Só uma hecatombe na edição deste ano ditaria um final abrupto e precipitado do Rockspot. Confesso que esse é um cenário que não nos passa pela cabeça! Para o ano cá estaremos de novo!</p>
<p align="justify"><a href="http://www.rockspot.pt"><strong>www.rockspot.pt</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=536</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Na Grafonola do Marsupilami &#124; Uni.Form</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=480</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=480#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 11:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Rita Carmo]]></category>
		<category><![CDATA[Uni-Form]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=480</guid>
		<description><![CDATA[Para al&#233;m do principal, a m&#250;sica, h&#225; outra coisa que dou especial import&#226;ncia numa banda: a atitude. Uma banda pode ter um grande som, mas se lhe faltar atitude, &#233; como um corpo sem alma. E aten&#231;&#227;o, n&#227;o falo da imagem, t&#227;o importante hoje em dia, falo na atitude mesmo, na atitude que se tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Para al&#233;m do principal, a m&#250;sica, h&#225; outra coisa que dou especial import&#226;ncia numa banda: a atitude. Uma banda pode ter um grande som, mas se lhe faltar atitude, &#233; como um corpo sem alma. E aten&#231;&#227;o, n&#227;o falo da imagem, t&#227;o importante hoje em dia, falo na atitude mesmo, na atitude que se tem perante as coisas que nos rodeiam, na atitude em fazer apaixonadamente aquilo que se gosta de fazer, independentemente se as pessoas v&#227;o gostar ou n&#227;o. Neste caso concreto, eles j&#225; deram provas de que t&#234;m tudo isso, t&#234;m um grande som e a atitude certa. E, por isso mesmo, estive &#224; conversa com o Nuno, perd&#227;o xboy, baterista dos Lisboetas Uni-Form.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SS0uyRyhJjI/AAAAAAAABXc/HutzMGV0UZI/s1600-h/_RC35290ritacarmo4.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="381" alt="Uni_form" src="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SS0uzJ-4DoI/AAAAAAAABXg/7Zp19LuMM7Q/_RC35290ritacarmo_thumb2.jpg?imgmax=800" width="254" align="right" border="0" /></a> Antes de mais, quem s&#227;o os Uni.Form?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Somos quatro, da zona de Lisboa, David (umbigu) no baixo, eu, Nuno (xboy), na bateria, Pedro (thecode) na guitarra e sintetizadores e Billy (voxmachina) na guitarra e voz.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Podes nos contar como esta aventura come&#231;ou, e qual era o objectivo na altura?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Come&#231;&#225;mos em 2006, eu e o meu irm&#227;o David, est&#225;vamos na altura a esbo&#231;ar um projecto e procur&#225;vamos um vocalista/guitarrista para completar o mesmo. Atrav&#233;s de jornais, emails e alguns websites conseguimos contactar o Billy e logo quase de imediato houve o &#8220;click&#8221; e as coisas come&#231;aram logo de inicio a funcionar muito bem. Mais tarde come&#231;&#225;mos a precisar de mais um elemento para a guitarra e sintetizadores/teclados, come&#231;ava-se a tornar &#8220;pesado&#8221; para n&#243;s ter de lidar com isso tudo, principalmente em palco; como tal surge um amigo nosso, Pedro que muito bem complementa os Uni.Form na guitarra, teclados e sintetizadores.</p>
<p align="justify">O objectivo era, e continua a ser, a divers&#227;o; criar bons momentos e, pelo menos, tentar criar arte, se bem que isso seja muito dif&#237;cil de alcan&#231;ar, mas &#233; um objectivo importante que temos sempre presente. Com isto os nosso ensaios e concertos tornam-se em momentos de explos&#245;es de adrenalina, paz e por vezes momentos de f&#250;ria tamb&#233;m.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Lan&#231;aram o vosso EP de estreia este ano, como tem sido a reac&#231;&#227;o das pessoas?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Lan&#231;&#225;mos o nosso EP em formato edi&#231;&#227;o de autor a 07.07.08, com a op&#231;&#227;o de download gratuito no site oficial da banda <a href="http://www.uniformproject.com/">uniformproject.com</a>. A edi&#231;&#227;o f&#237;sica saiu um pouco mais tarde, pois foi feita por n&#243;s integralmente; com a ajuda de uma amiga designer gr&#225;fica MIA (Maria), que trabalha a nossa imagem, a todos os n&#237;veis, desde o log&#243;tipo at&#233; aos fatos que usamos em concerto, e mesmo com a preciosa ajuda dela as coisas atrasaram, e pedimos desculpa a todos os pedidos que ainda n&#227;o foram satisfeitos por algum motivo.</p>
<p align="justify">As pessoas t&#234;m uma reac&#231;&#227;o muito engra&#231;ada em rela&#231;&#227;o ao EP. At&#233; agora temos tido reac&#231;&#245;es muito positivas por parte das pessoas que j&#225; o ouviram, e tem sido bom, porque cada pessoa chama-lhe um estilo diferente e gosta por diferentes raz&#245;es, pelas suas raz&#245;es, e isto para n&#243;s &#233; talvez o melhor elogio, pois normalmente existem r&#243;tulos que facilmente se aplicam e isso n&#227;o tem acontecido, penso que seja significado de que pelo menos estamos a tentar criar algo novo sem nome, ou pelo menos dif&#237;cil de classificar, e pelos vistos parece que estamos no bom caminho. Claro que as influ&#234;ncias est&#227;o sempre inevitavelmente presentes, mas tentamos estar atentos a isso.</p>
<p align="justify">Tamb&#233;m de salientar a boa reac&#231;&#227;o que temos tido da parte dos diferentes m&#233;dia, tanto na r&#225;dio como na televis&#227;o e na web, surpreendentemente temos tido reac&#231;&#245;es boas de todo lado; admito que n&#227;o est&#225;vamos &#224; espera de tanto, mas temos conhecido pessoas nestes meios que realmente est&#227;o interessados em novos projectos portugueses, e isso tamb&#233;m tem sido muito bom.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Que querem transmitir com a vossa m&#250;sica, o vosso som?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Definir um sentimento como o de criar m&#250;sica, &#233; sempre muito complicado, mas talvez o que tentamos transmitir, ser&#225; um misto de amor/&#243;dio ou amargo/a&#231;ucarado. No in&#237;cio, as m&#250;sicas podem ser explos&#245;es massivas ou massagens relaxantes, e depois facilmente se podem transformar no seu inverso. Muita da ess&#234;ncia da banda est&#225; nos extremos, nos opostos que se atraem. No fundo tentamos transmitir algo que n&#243;s pr&#243;prios andamos &#224; procura brincando com os extremos, ou seja, a m&#250;sica acaba por ser um reflexo de n&#243;s enquanto indiv&#237;duos, e claro est&#225; que o mundo n&#227;o &#233; somente preto e branco; num &#250;nico indiv&#237;duo podem existir sentimentos completamente opostos e se multiplicarmos por quatro ent&#227;o a cria&#231;&#227;o torna-se algo muito interessante e bastante diversificada. No fundo tentamos ser abertos ao que vem de dentro de n&#243;s, e acabamos por transmiti-los para os outros.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>E onde se inspiram os Uni.Form?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Na vida sobretudo, na exist&#234;ncia, nos sonhos, nos pesadelos, basicamente em tudo o que nos rodeia; n&#227;o escolhemos o que nos vai inspirar, simplesmente algo nos toca e acabamos por transformar esse sentimento em m&#250;sica. Tudo desde a literatura, cinema, teatro, tv, especialmente a de m&#225; qualidade, as pessoas que passeiam pela rua, o Sr. que vende o &#8220;borda d&#8217;&#225;gua&#8221; (sim &#233; mesmo verdade), a hora de ponta, tudo nos inspira.</p>
<p align="justify"><b><b><a href="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SS0u0YdyQNI/AAAAAAAABXk/jCXwkiRYURI/s1600-h/_RC35065ritacarmo7.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="203" alt="Uni_form" src="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SS0u1QuLH_I/AAAAAAAABXo/A6K4kOc_a_U/_RC35065ritacarmo_thumb5.jpg?imgmax=800" width="304" align="right" border="0" /></a></b>Encontram-se agora na fase de divulga&#231;&#227;o. Est&#227;o a sentir dificuldades nesse campo?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Alguma dificuldade sim, em Portugal nada &#233; f&#225;cil de concretizar (mas tamb&#233;m n&#227;o &#233; imposs&#237;vel), nem mesmo dar uma simples resposta como um n&#227;o ou um sim. Mas por um lado &#233; bom, faz-nos trabalhar mais para chegar a mais pessoas. A internet foi um passo de gigante, mas temos muitas vezes de estar no lugar certo &#224; hora certa, fazer o tal &#8220;click&#8221; nesta ou naquela pessoa, e &#233; claro que ainda nos falta um longo caminho, mas algumas portas j&#225; se come&#231;am a abrir, outras fecham-se, mas o que nos derruba, faz-nos tamb&#233;m levantar e seguir em frente com ainda mais for&#231;a e vontade. Mas &#233; como disse anteriormente, tenho de salientar que temos conhecido pessoas excelentes pelo caminho.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>A net tem cada vez mais um papel preponderante ao n&#237;vel da divulga&#231;&#227;o, talvez at&#233; excessiva. Qual &#233; a vossa opini&#227;o em rela&#231;&#227;o &#224; net vs m&#250;sica?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">&#8220;Internet killed the video star..&#8221; (?) A net e m&#250;sica, a m&#250;sica e a net. J&#225; n&#227;o se consegue separar uma coisa da outra, n&#227;o &#233;? O que seria inevit&#225;vel, pois &#233; um instrumento imprescind&#237;vel na divulga&#231;&#227;o hoje em dia, e n&#227;o s&#243;. N&#227;o penso que se torne excessivo, porque cada um de n&#243;s pode escolher, exactamente aquilo que quer ver, ouvir; se calhar a dificuldade reside em se decidir o que se quer ouvir. Tamb&#233;m nos permite fazer algo que n&#227;o era poss&#237;vel antes, pelo menos &#224; mesma dimens&#227;o; como por exemplo disponibilizar o nosso EP para download gratuitamente atrav&#233;s do nosso site e assim conseguir que muitas pessoas tenham acesso a ele para poderem ouvir e talvez se gostarem apare&#231;am nos concertos e talvez at&#233; queiram comprar a edi&#231;&#227;o f&#237;sica.</p>
<p align="justify">Portanto 100% a favor de todo o movimento de divulga&#231;&#227;o que anda a acontecer, principalmente em Portugal, atrav&#233;s da internet. Temos descoberto grandes bandas assim.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Em rela&#231;&#227;o a espa&#231;os e iniciativas para uma banda como os Uni.Form se apresentar ao vivo, acham que existem, quer em quantidade quer em qualidade no nosso pa&#237;s?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Embora em Portugal se viva a &#8220;vida do coitadinho&#8221; : &#8220;n&#227;o temos isto, n&#227;o temos aquilo&#8221;, isso n&#227;o &#233; verdade&#8230; Os espa&#231;os existem, alguns muito bons, outros maus, mas &#233; como tudo, talvez possam ter uma melhor explora&#231;&#227;o, mas existem&#8230; Se calhar a atitude de quem est&#225; &#224; frente deles n&#227;o &#233; a melhor, mas resta-nos lutar para conseguir chegar l&#225;.</p>
<p align="justify">As iniciativas t&#234;m vindo a aumentar cada vez mais, quase parece que estamos a voltar ao tempo em que havia concertos quase todos os dias, mas h&#225; espa&#231;o para muito mais. Mais do que espa&#231;os ou iniciativas, temos &#233; de come&#231;ar a sair de casa, ir ver concertos, deixar a televis&#227;o um pouco e ver o que se passa realmente.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Qual a vossa opini&#227;o em rela&#231;&#227;o ao panorama musical portugu&#234;s?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Bom, pelo menos no que diz respeito a bandas novas e a surgir, temos tido muitas surpresas agrad&#225;veis nos &#250;ltimos tempos, muito gra&#231;as &#224; internet. Atrevo-me a dizer que temos talvez milhares de bandas recentes em Portugal (?), posso estar a exagerar um pouco, mas o facto &#233; que o futuro (pelo menos neste momento) parece muito mais atraente e com muita mais variedade musical portuguesa. &#201; bom, e penso que as pessoas, principalmente a camada jovem, come&#231;a a ver essa realidade, come&#231;a a ver que se calhar at&#233; temos boa m&#250;sica feita em Portugal para al&#233;m dos tr&#234;s ou quatro nomes que dominam a pra&#231;a.</p>
<p align="justify">Mas, no entanto, a mudan&#231;a requer que as corpora&#231;&#245;es tamb&#233;m se adaptem, as editoras, as promotoras, etc. Fala-se agora muitos nos anos 80, mas n&#227;o nos podemos esquecer que toda essa explos&#227;o cultural mais tarde se desvaneceu e deu lugar aos tais tr&#234;s/quatro nomes dominantes da pra&#231;a actualmente.<b> </b>Portanto vamos aproveitar o momento, vamos viver esta nova explos&#227;o enquanto dura.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>E, em rela&#231;&#227;o ao estado geral do pa&#237;s?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Eu penso que o estado geral do pa&#237;s n&#227;o &#233; muito negativo, &#233; certo que tem havido cada vez mais dificuldades, mais infla&#231;&#227;o, mais pessoas a dever dinheiro, tamb&#233;m &#233; certo que o poder governamental n&#227;o &#233; muito bom, a corrup&#231;&#227;o continua a crescer e as pessoas de boca fechada perante todo este tipo de situa&#231;&#245;es. No entanto, ao mesmo tempo &#233; um pa&#237;s pelo qual vale a pena lutar contra o que est&#225; mal, vale a pena falar sobre o que est&#225; mal. Penso que deveria haver mais pessoas a falar e a discutir sobre o estado do pa&#237;s, porque &#233; a falar e a discutir que nascem ideias e novos ideais.</p>
<p align="justify">Toda a gente tem um bocado a mania de dizer que l&#225; fora &#233; que &#233; bom, mas o facto &#233; que temos um pa&#237;s bonito. Claro que qualquer um de n&#243;s pode ganhar mais dinheiro em Inglaterra, por exemplo, mas tamb&#233;m se fica mais velho mais depressa por l&#225;, ser&#225; que queremos mesmo viver para ganhar dinheiro s&#243;?</p>
<p align="justify"><b><a href="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SS0u2raFe1I/AAAAAAAABXs/BYIYikR6iUc/s1600-h/_RC35161ritacarmo4.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="203" alt="Uni_form" src="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SS0u3e0UwTI/AAAAAAAABXw/WZWV4W_AAhk/_RC35161ritacarmo_thumb2.jpg?imgmax=800" width="304" align="right" border="0" /></a> E agora, quais os pr&#243;ximos passos dos Uni-Form?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Tocar, tocar&#8230; tocar, tocar&#8230; &#233; o que nos d&#225; mais prazer, tamb&#233;m divulgar o nome e a nossa m&#250;sica o mais poss&#237;vel, ir l&#225; fora&#8230; Pois, l&#225; fora as coisas parecem diferentes, parecem mais poss&#237;veis e claro, teremos certamente mais pessoas para &#8220;atingir&#8221;, e claro que tamb&#233;m queremos viajar, conhecer.</p>
<p align="justify">Depois, um &#225;lbum claro, pegar nas m&#250;sicas que temos feito recentemente que j&#225; come&#231;am a exceder um &#225;lbum, e apresentar um &#225;lbum de Uni.Form.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>&#218;ltima pergunta: qual &#233; a vossa personagem preferida de banda desenhada?</b></p>
<p align="justify">Talvez o Batman.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Curiosidades:</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Como surgiu o nome Uni-Form?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">O nome surge ao falar em forma, &#250;nica, uni&#227;o, for&#231;a interior; cheg&#225;mos ent&#227;o naturalmente ao &#8220;uni.form&#8221;.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Um concerto (vosso), que de alguma forma vos tenha marcado?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Term&#243;metro 2008, um local muito bonito, &#8221;Tert&#250;lia Castalense&#8221; na Maia, mas um dia para esquecer, n&#243;s n&#227;o gostamos particularmente de concursos, mas infelizmente o David tinha-nos inscrito e acab&#225;mos por ir, at&#233; porque j&#225; est&#225;vamos no Porto na noite anterior para outro concerto. </p>
<p align="justify">Cheg&#225;mos para tocar e surpresa.: &#8221;t&#234;m de tocar 3 m&#250;sicas e uma vers&#227;o&#8221;. Pens&#225;mos em tocar a vers&#227;o dos The Cure, &#8220;Plainsong&#8221;, mas est&#225;vamos a ser t&#227;o mal tratados que decidimos tocar quatro m&#250;sicas nossas, sendo que a &#250;ltima m&#250;sica foi apresentada como uma vers&#227;o dos &#8220;Caroliner&#8221; (not), sendo na realidade outra m&#250;sica nossa, mas ningu&#233;m percebeu. Marcou-nos este concerto porque ao mesmo tempo que n&#227;o nos est&#225;vamos a sentir muito bem ali, n&#227;o consegu&#237;amos parar de rir tamb&#233;m quando nos entrevistavam e perguntavam algo do tipo: &#8220;Ent&#227;o e porqu&#234; uma cover dos Carloliner?&#8221;</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Influ&#234;ncias?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">Clan of Xymox, The Cure, Depeche Mode, Cabaret Voltaire, The Residentes, Tool, A Perfect Circle, Nine Inch Nails, Pink Floyd, Throbbing Gristle&#8230; Tantas mais e t&#227;o variadas.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>Bandas nacionais que t&#234;m ouvido?</b></p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify">O que anda neste momento a passar por aqui &#233;: You Should Go Ahead, Million Dollar Lips, Slimmy, Peixe:Avi&#227;o, Dapunksportiv, Blasted Mechanism, Rejects United, Ornatos Violeta, Kubik, M&#227;o Morta, X-Wife, Deadboy, etc&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Fotos por Rita Carmo</strong></p>
<p align="justify"><strong><a href="http://www.myspace.com/uniformproject">Myspace dos Uni.Form</a></strong></p>
<p align="justify"><strong><a href="uniformproject.com">S&#237;tio dos Uni.Form</a></strong></p>
<p align="justify"><strong><em>(Esta entrevista &#233; da autoria do Marsupilami para a edi&#231;&#227;o n&#186;3 da webzine </em><a href="http://www.headzum.org"><em>HEADZUM.ORG</em></a><em>)</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=480</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Na Grafonola do Marsupilami &#124; TrYangle</title>
		<link>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=470</link>
		<comments>http://uminuto.com/~omarsupi/?p=470#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 12:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marsupilami</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[HEADZUM.ORG]]></category>
		<category><![CDATA[TrYangle]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uminuto.com/~omarsupi/?p=470</guid>
		<description><![CDATA[Atrav&#233;s de um amigo, cheguei at&#233; uma banda que de alguma forma me fez sorrir, mais uma vez. Ouve-se muita coisa, mas poucas s&#227;o as bandas que nos fazem esbo&#231;ar um sorriso de contentamento, de alegria, por ter ali, algo que nos faz recordar o porqu&#234; de se continuar a ouvir m&#250;sica e de continuar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Atrav&#233;s de um amigo, cheguei at&#233; uma banda que de alguma forma me fez sorrir, mais uma vez. Ouve-se muita coisa, mas poucas s&#227;o as bandas que nos fazem esbo&#231;ar um sorriso de contentamento, de alegria, por ter ali, algo que nos faz recordar o porqu&#234; de se continuar a ouvir m&#250;sica e de continuar a procurar sempre, coisas novas. Essa banda chama-se TrYangle e disponibilizaram recentemente, no respectivo Myspace, tr&#234;s das seis m&#250;sicas que comp&#245;em o EP de estreia da banda [podem ler a critica, ao referido EP, na sec&#231;&#227;o criticas da HEADZUM.ORG] a lan&#231;ar &#8211; ou mostrar, como preferirem &#8211; brevemente. Fiquei curioso, quis saber mais sobre estes tr&#234;s rapazes e fiz uma viagem (virtual) at&#233; &#224; Povoa de Varzim.</p>
<p align="justify"><b><a href="http://lh3.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMrN2pCJI/AAAAAAAABU0/iimC2HRdNec/s1600-h/16.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="177" alt="1" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMrjk4O4I/AAAAAAAABU4/T5y5ImsyH4E/1_thumb4.jpg?imgmax=800" width="264" align="right" border="0" /></a> Quem s&#227;o os Tryangle?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> O bom, o mau e o vil&#227;o.</p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> 3 amigos que gostam muito de m&#250;sica.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> O vil&#227;o, o mau e o bom; O vil&#227;o, o bom e o mau; O mau, o bom e o bom tamb&#233;m; Os amigos que gostam de m&#250;sica. &#201; s&#243; escolher.</p>
<p align="justify"><b>Quando e como surgiu a necessidade, se lhe poderei chamar assim, de criar este projecto?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Creio ter sido um conjunto de factores. Esta forma&#231;&#227;o j&#225; vem de outra forma&#231;&#227;o e essa outra vem de uma outra e por a&#237; fora. No entanto, j&#225; passada a primeira fase da rebeldia em que &#233;ramos contra tudo e contra todos, ouv&#237;amos m&#250;sica rebelde de uma forma rebelde, vest&#237;amo-nos de forma rebelde, enfim, a inten&#231;&#227;o era a afirma&#231;&#227;o. Isso mudou em n&#243;s, tanto como pessoas, como na banda. Os TrYangle surgiram numa fase de transi&#231;&#227;o para um caminho mais maduro em que a m&#250;sica j&#225; nos estava entranhada, j&#225; n&#227;o era rebeldia, era algo mais. Desde ent&#227;o que a vontade de tocar se instalou, &#233; o que temos feito ao longo destes &#250;ltimos anos e &#233; bastante divertido e libertador.</p>
<p align="justify"><b>Pelo que sei, est&#227;o prestes a lan&#231;ar o vosso primeiro trabalho. Podem falar um pouco do que a&#237; vem?</b></p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> &#201; um E.P. composto por 6 temas que variam muito entre si.</p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Na verdade, n&#227;o deu l&#225; muito trabalho, mas que obtivemos um bom produto final, l&#225; isso obtivemos. Este trabalho faz parte da vontade de seguir em frente, de querer algo mais. Este esp&#237;rito musical j&#225; acompanha o grupo h&#225; cerca de 8 anos e, naturalmente, chegou a hora de apostar em algo mais conciso. Este trabalho, como lhe chamas, &#233; uma aposta nas m&#250;sicas que achamos, entre todos, serem as melhores para ficarem juntas nesta grava&#231;&#227;o, e quem sabe, serem um grande trunfo para o futuro.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> S&#243; queria corrigir uma coisa: lan&#231;ar? Gostar&#237;amos muito de o fazer, mas nada garante que conseguiremos lan&#231;ar estas seis m&#250;sicas. Garantimos, isso sim, que vamos tentar mostrar esta grava&#231;&#227;o ao maior n&#250;mero de pessoas certas.</p>
<p align="justify"><b>Existe alguma ideia ou mensagem que querem transmitir com este trabalho?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Como um todo, a &#250;nica ideia que queremos transmitir &#233; a de que nos divertimos muito a tocar, tanto entre n&#243;s, como com outras bandas. Quanto &#224;s lyrics, talk to the main man.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> N&#227;o existe nenhuma mensagem subliminar que ligue as letras entre si. Essencialmente, falam sobre sentimentos e s&#227;o pessoais, logo, muito pouco unificadoras. Conclus&#227;o f&#225;cil: nenhuma delas fala sobre Guantanamo.</p>
<p align="justify"><b><a href="http://lh5.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMsA-HWvI/AAAAAAAABU8/dkJg7ghOmxM/s1600-h/35.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="364" alt="3" src="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMstcKqaI/AAAAAAAABVA/oaomnSWsZ-s/3_thumb3.jpg?imgmax=800" width="244" align="right" border="0" /></a> Onde se inspiram os Tryangle?</b></p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> Em tudo.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> Nas fontes&#8230;</p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Os TrYangle s&#227;o um Uno vindo de tr&#234;s pessoas diferentes, &#233; importante ter isso em conta. Apesar de termos gostos musicais parecidos, somos pessoas muito diferentes em todos os aspectos. A mim o que me inspira &#233; a m&#250;sica, &#233; o sil&#234;ncio, as outras pessoas, o vinho, a cerveja e os tremo&#231;os, o mar, as coisas m&#225;s, as coisas boas, a fam&#237;lia, a namorada, os amigos, por a&#237; fora.</p>
<p align="justify"><b>Podem nos dar uma ideia de como funciona o vosso processo criativo? H&#225; uma f&#243;rmula, ou as m&#250;sicas surgem de forma natural?</b></p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> N&#227;o existe propriamente uma f&#243;rmula&#8230; Existe sempre uma ideia, que surge de qualquer um dos 3. E, a partir da&#237;, tentamos esculpir a mesma at&#233; atingirmos um resultado final.</p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Por acaso, at&#233; h&#225; uma f&#243;rmula: 2 copos de farinha, um baixo, 1 copo de a&#231;&#250;car, uma guitarra, 1 garrafa de maduro tinto, uma bateria, uma pitada de sal e a voz. No fim, mistura-se tudo &#8211; pode ser &#224; m&#227;o que &#233; para ser um trabalho mais personalizado &#8211; e voil&#225;: temos os TrYangle a fazer m&#250;sicas (&#233; de ter em conta que a cozinha tem que ser pequena para que os ingredientes possam fundir-se muito bem).</p>
<p align="justify"><b>A seguir ao lan&#231;amento, vem a promo&#231;&#227;o do vosso trabalho, talvez a parte mais complicada. J&#225; pensaram nos meios e formas de como a querem fazer? E, concordam que &#233; uma etapa complicada?</b></p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> Pergunta dif&#237;cil&#8230;</p>
<p align="justify"><b>Nuno: </b>Na verdade, ainda n&#227;o estamos muito preocupados com isso. Numa primeira fase, o mais importante &#233; arranjar uma maneira da nossa m&#250;sica chegar &#224;s pessoas e isso &#233; aquilo que n&#243;s podemos fazer: divulgar. Mais para a frente, o ideal seria arranjar uma promotora e uma editora para nos podermos lan&#231;ar &#224; estrada e entrar num ritmo mais elevado. Na realidade, estamos cansados de jogar na liga de honra e queremos passar para a 1&#170; divis&#227;o.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> Ou seja, de &#225;gua para cerveja.</p>
<p align="justify"><b>Qual a vossa opini&#227;o em rela&#231;&#227;o &#224; import&#226;ncia que a net tem tido sobre a m&#250;sica e toda a &#8220;confus&#227;o&#8221; inerente a isso? Acham que poder&#225; trazer mais vantagens ou mais desvantagens para uma banda como os Tryangle?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Os tempos mudaram e as mentalidades t&#234;m de se adaptar &#224;s novas realidades. &#201; verdade que a ind&#250;stria discogr&#225;fica sofreu um grande impacto com o aparecimento do download, mas tamb&#233;m &#233; verdade que, para a grande maioria das bandas, n&#227;o foi isso que lhes deixou as carteiras mais leves. A grande maioria das bandas n&#227;o ganha dinheiro a vender &#225;lbuns, mas sim na estrada. Nos dias de hoje, creio que os artistas t&#234;m que se adaptar e arranjar maneiras de usar a Internet e o download como um aliado, ao inv&#233;s de um inimigo.</p>
<p align="justify"><b>Como est&#225; servida a vossa terra (P&#243;voa do Varzim), em rela&#231;&#227;o a espa&#231;os ou iniciativas para uma banda como os Tryangle se apresentarem ao vivo?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno: </b>Nada, niente, kapute! A P&#243;voa de Varzim &#233; uma cidade tur&#237;stica. &#201; deserta durante a maior parte do ano e absurdamente sobrelotada no Ver&#227;o. Vive muito &#224;s custas de um p&#250;blico muito mainstream e todo o neg&#243;cio da noite e de bares gira &#224; volta desse p&#250;blico. Oxal&#225; algu&#233;m, algum dia criasse um &#8220;Hardclub&#8221; na P&#243;voa, isso &#233; que era. Na verdade, temos um espect&#225;culo agendado para dia 27 de Dezembro no audit&#243;rio municipal da P&#243;voa de Varzim e &#233; um dos poucos s&#237;tios em que, em conjunto com a Casa da Juventude local, se pode realmente criar algo.</p>
<p align="justify"><b><a href="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMtbTtrdI/AAAAAAAABVE/UbCqhYoF4Xo/s1600-h/44.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="364" alt="4" src="http://lh4.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMtn6ERqI/AAAAAAAABVI/vFX_1ocUgns/4_thumb2.jpg?imgmax=800" width="244" align="right" border="0" /></a> Qual a vossa opini&#227;o em rela&#231;&#227;o ao actual panorama musical portugu&#234;s?</b></p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> Est&#225; bem melhor do que h&#225; anos atr&#225;s, sem d&#250;vida&#8230;</p>
<p align="justify"><b>Nuno: </b>O panorama musical portugu&#234;s n&#227;o est&#225; nada mal servido. Temos a&#237; bandas muito boas, ao n&#237;vel das bandas estrangeiras. Fazendo uma an&#225;lise superficial, h&#225; artistas a&#237; que metem d&#243;, mas h&#225; outros que t&#234;m vindo a provar que querem e est&#227;o a fazer um bom trabalho. Agora, s&#237;tios para tocar e entidades a apostar em for&#231;a nos nossos artistas &#233; que n&#227;o se v&#234;.</p>
<p align="justify"><b>E, em rela&#231;&#227;o ao estado geral do pa&#237;s?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Muito orgulho em ser portugu&#234;s, mas a verdade &#233; que este Pa&#237;s vive das gl&#243;rias do passado, desde o tempo dos descobrimentos. Tamb&#233;m do futebol, mas isso &#233; geral. Acho que est&#225; na hora das pessoas arrega&#231;arem as mangas e sujarem as m&#227;os a trabalhar, &#233; a &#250;nica maneira de se criar riqueza num pa&#237;s.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> Em rela&#231;&#227;o ao estado geral do pa&#237;s, acho que est&#225; tudo muito bem. Sim. De acrescentar, igualmente, que adorei responder a esta pergunta.</p>
<p align="justify"><b>E agora, com o EP pronto a ser editado, quais os pr&#243;ximos passos dos Tryangle?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Bem, primeiro temos que tratar de arranjar maneira para editar o &#8220;EP&#8221;. Depois disso, estamos dispostos a tudo (salvo seja). Adorar&#237;amos quebrar fronteiras e lan&#231;armo-nos &#225; Europa. H&#225; que perder o medo e assumir a vontade de que queremos muito fazer isso, mas aquilo que nos compete &#233; fazer m&#250;sica e trabalhar de modo a criar as oportunidades, para que, quem sabe, isso se torne poss&#237;vel um dia.</p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> &#201;, n&#227;o sabemos se o E.P. ser&#225; editado ou n&#227;o, estamos a estudar neste momento v&#225;rias oportunidades&#8230; Mas o pr&#243;ximo passo ser&#225; promover as m&#250;sicas ao vivo o mais poss&#237;vel.</p>
<p align="justify"><b>&#218;ltima pergunta: qual &#233; a vossa personagem preferida de banda desenhada?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno: </b>Fritz, the cat.</p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> Corto Maltese.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> Patinhas, O Tio.</p>
<p align="justify"><b><a href="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMu7GJI0I/AAAAAAAABVM/eriSxYoXIBg/s1600-h/54.jpg"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="364" alt="5" src="http://lh6.ggpht.com/__jW72nZ_aX8/SRGMvYbf8TI/AAAAAAAABVQ/0juq-Xbk-N8/5_thumb2.jpg?imgmax=800" width="244" align="right" border="0" /></a> Curiosidades:</b></p>
<p align="justify"><b>Como surgiu o nome da banda, Tryangle?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Gostamos muito de geometria.</p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> Entre v&#225;rios nomes, surgiu este e foi o que o pessoal mais gostou&#8230; Talvez devido aos multi-significados que a palavra poder&#225; representar.</p>
<p align="justify">Um concerto (vosso), que de alguma forma vos tenha marcado?</p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Gostei de todos, mas n&#227;o me lembro de nenhum deles em concreto. &#201; bom sinal.</p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> Barco Rock Fest, por ter sido o pior de sempre.</p>
<p align="justify"><b>Influ&#234;ncias?</b></p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> Influ&#234;ncias, influ&#234;ncias&#8230; Fontes de inspira&#231;&#227;o! Isto &#233; estilo aquele jogo dos sin&#243;nimos, estou a gostar.</p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Maduro tinto douro ou alentejano; bandas fixes como os Black Sabbath, Led Zeppelin, Nirvana, Beatles; mulheres!</p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> King Crimson, Soundgarden, Meshuggah.</p>
<p align="justify"><b>Bandas nacionais que t&#234;m ouvido?</b></p>
<p align="justify"><b>Nuno:</b> Old Jerusalem, Linda Martini.</p>
<p align="justify"><b>Ricardo:</b> J&#250;lio Pereira, Jos&#233; Afonso, Maria Jo&#227;o e M&#225;rio Laginha.</p>
<p align="justify"><b>Gon&#231;alo:</b> TrYangle.</p>
<p align="justify"><strong><a href="http://www.myspace.com/tryangletheband">Myspace dos TrYangle</a></strong></p>
<p align="justify"><strong><em>(Esta entrevista faz parte integrante da edi&#231;&#227;o de Novembro da webzine <a href="http://www.headzum.org">HEADZUM.ORG</a>)</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://uminuto.com/~omarsupi/?feed=rss2&amp;p=470</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
